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Irã “continua comprometido” com tratado nuclear, diz ministro

Abbas declarou que a cooperação com a agência nuclear da ONU, a AIEA, passará a ser conduzida por meio do Conselho do Irã

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi
1 de 1 O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi - Foto: Getty Images

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou, nesta quinta-feira (3/7), que o país mantém o comprometimento com o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e com o Acordo de Salvaguardas.

O anúncio ocorre um dia após o presidente iraniano, Masoud Pazeshkian, aprovar uma lei que determina a suspensão da cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Além de afirmar que o país continua no tratado, Abbas declarou que a cooperação com a agência nuclear da ONU, a AIEA, passará a ser conduzida por meio do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.

“O Irã continua comprometido com o TNP e seu Acordo de Salvaguardas. De acordo com a nova legislação do Majlis, desencadeada pelos ataques ilegais contra nossas instalações nucleares por Israel e pelos EUA, nossa cooperação com a AIEA será conduzido por meio do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã por razões óbvias de segurança”, divulgou o ministro.


Enriquecimento de urânio pelo Irã

  • O Irã é um dos 191 países que fazem parte do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
  • O acordo visa impedir a disseminação de armas nucleares ao redor do mundo, mas não proíbe, ou impõe limites, ao enriquecimento de urânio para os Estados signatários. Eles, contudo, devem se submeter a inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para garantir que seus programas nucleares sejam pacíficos.
  • Apesar disso, o Irã passou a enriquecer urânio ao nível de 60%, nível muito acima do utilizado para fins civis, e próximo ao necessário para a construção de uma arma nuclear: 90%. Além disso, o país também dificultou inspeções da AIEA.
  • Com isso, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma resolução contra o país em 12 de junho de 2025, alegando que o Irã descumpriu obrigações firmadas no TNP.
  • A resolução contra o Irã foi o ponto de partida para os ataques israelenses. O argumento de Israel foi o de que a retaliação da AIEA deixava claro que os iranianos buscavam uma arma nuclear. Teerã, no entanto, afirmou que seu programa nuclear é voltado para fins pacíficos.

No entanto, o presidente do Irã aprovou uma lei que determina que os inspetores da AIEA não terão permissão para entrar no país, a menos que seja garantida a segurança das instalações nucleares e das atividades nucleares pacíficas.

A informação de Abbas foi publicada em resposta, na rede social X, ao Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, que, segundo ele, apoiou o “ataque ilegal de Israel ao Irã, inclusive a instalações nucleares protegidas, como um ‘trabalho sujo’ realizado em nome do Ocidente”.

O embaixador do Irã nas Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani, havia afirmado que o enriquecimento nuclear do país “nunca vai parar”, pois é permitido para fins de “energia pacífica” pelo TNP.

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