Incêndios e calor extremo já mataram mais de 40 pessoas no Mediterrâneo
Chamas se espalham entre o Norte da África e o Sul da Europa. Sete pessoas morreram na Itália devido aos incêndios

Calor intenso e incêndios florestais atingem os países localizados no Mediterrâneo nesta quarta-feira (26/7). Os eventos climáticos extremos mataram mais de 40 pessoas entre o Norte da África e o Sul da Europa. Os bombeiros atuam para conter o avanço das chamas.
Na Argélia, 8 mil bombeiros trabalham para conter as chamas que são intensificadas pelas secas na região. Segundo autoridades locais, 34 pessoas morreram em decorrência dos incêndios florestais e 15 províncias tiveram que ser evacuadas.
Ventos fortes e incêndios florestais afetam a população de Melloula, na Tunísia, onde 300 pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas. O fogo tem destruído as florestas e pomares do país.
Pelo menos sete pessoas morreram na Itália em decorrência de fortes tempestades e incêndios florestais, principalmente na região da Sicília. Em Milão, a população sofre com chuvas torrenciais e granizo que alagaram ruas e derrubaram árvores.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO ministro da Proteção Civil da Itália, Nello Musumeci, alertou sobre os eventos climáticos extremos. “Vivemos na Itália um dos dias mais complicados das últimas décadas – tempestades, tornados e granizo gigante no norte, e calor escaldante e incêndios devastadores no centro e no sul. A agitação climática que atingiu nosso país exige de todos nós”, escreveu o político.
Segundo bombeiros italianos, foram combatidos quase 1,4 mil incêndios entre o último domingo (23/7) e a terça-feira (25/7). Entre eles, 650 na Sicília e 390 na Calábria.
A Grécia também sofre com as fortes ondas de calor. Cerca de 2 mil pessoas tiveram que deixar as suas casas nos últimos dias. Agências de turismo cancelaram viagens para a região.
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que não há mecanismo mágico de defesa. “Vou afirmar o óbvio: diante do que todo o planeta está enfrentando, especialmente o Mediterrâneo, que é um hotspot de mudanças climáticas, não há mecanismo mágico de defesa, se houvesse, estaríamos implementando”.



