Incêndio em bar na Suíça: porta de serviço estava trancada por dentro
Dono do bar Le Constellation, que está preso preventivamente, relatou que uma porta de serviço no térreo do bar estava obstruída por dentro
atualizado
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O dono do bar Le Constellation, onde um incêndio deixou 40 mortos e 116 feridos durante festa de Réveillon na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, informou aos investigadores que uma porta de serviço no térreo do local estava trancada por dentro.
De acordo com trechos do processo judicial, obtido pela imprensa internacional, o francês Jacques Moretti disse que, ao chegar ao local após o incêndio, forçou a abertura da porta porque constatou que estava obstruída.
Segundo ele, a porta era de “serviço” e não estava sinalizada como “saída de emergência”.
Moretti foi preso preventivamente nessa sexta-feira (9/1), após procuradores identificarem risco de fuga. Ele é investigado por negligência e homicídio culposo — quando não há intenção de matar.
Em entrevista a um jornal suíço em 2 de janeiro, o proprietário afirmou que o bar passou por três inspeções nos últimos 10 anos e que “tudo foi feito dentro das normas”. No entanto, o prefeito de Crans-Montana, onde ficava o bar Constellation, revelou que a última inspeção de segurança no estabelecimento foi realizada em 2019.
Identificação das vítimas
As autoridades policiais concluíram no último domingo (4/1) a identificação dos 40 mortos na tragédia. Segundo a polícia, os trabalhos de identificação foram lentos em razão das graves queimaduras sofridas pela maioria das vítimas — muitos carbonizados. Conforme informaram as autoridades, grande parte dos mortos eram adolescentes.
Entre as vítimas há pessoas da Suíça, Itália, França, Bélgica, Israel, Romênia, Turquia e Reino Unido. O local recebia uma festa de Ano Novo quando ocorreu uma explosão, seguida de um incêndio que se espalhou rapidamente pelo interior do prédio.
Relatos apontam que o fogo tomou o revestimento do teto de madeira em poucos segundos, dificultando a saída do público. Pessoas que estavam próximas ajudaram a retirar as vítimas e improvisaram primeiros atendimentos em estabelecimentos vizinhos.
As autoridades ainda investigam o que provocou a explosão e o início das chamas. Entre as possibilidades citadas estão uma explosão causada por rojão, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, e fogo iniciado por velas de faísca – no Brasil conhecidas como vela vulcão – colocadas em garrafas de champanhe, conforme o relato de sobreviventes.













