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Mundo

Imigrantes irregulares pagavam US$ 40 mil em casamentos fictícios nos EUA

Grupo de seis pessoas é acusado de organizar a fraude. Em média, eram 18 a 20 casamentos ilegais por ano

22/10/2026 06:35
U.S. Attorneys District of Massachusetts/ reprodução
Imigrantes irregulares pagavam US$ 40 mil em casamentos fictícios nos EUA

Seis pessoas foram denunciadas pela procuradoria de Massachusetts, nos Estados Unidos, acusadas de organizarem casamentos fictícios com o objetivo de obter, de forma fraudulenta, status imigratório para imigrantes em situação irregular. Segundo a investigação, a líder do esquema fez esses casamentos por mais de 10 anos e conseguiu lucrar milhões de dólares.

Em média, o grupo fazia de 18 a 20 casamentos ilegais por ano. Para cada um, era cobrado entre US$ 38 mil (R$ 191 mil) e US$ 40 mil (R$ 201 mil). 

Os investigadores afirmam que a suposta líder do esquema, Jennifer Gonzalez, ensinava os clientes como fazer parecer que o casamento era real. Entre as estratégias estavam a abertura de contas conjuntas, contratação de seguro de vida e fotografias juntos.

Para a manutenção do casamento fictício, os clientes costumavam pagar mensalmente US$ 500 (R$ 2,5 mil) ao seu respectivo “cônjuge”.

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Os seis foram denunciados pelos crimes de conspiração para abrigar imigrantes em situação irregular; abrigar imigrantes em situação irregular; conspiração para cometer fraude matrimonial; e fraude matrimonial. Quatro deles, Jennifer Gonzalez, de 43 anos, Erica Daniels, 29 anos, Chreise Alejandro, 39 anos, e Amara Pugh, 31 anos, foram presos na quinta-feira (21/10).

Jaylin Hill, de 26 anos, já cumpre pena em uma prisão estadual por um crime relacionado a armas de fogo. As audiências iniciais estão marcadas para esta quinta-feira (22/10).

As acusações de abrigar estrangeiros em situação irregular e de conspiração para tal prática preveem, cada uma, uma pena de até 10 anos de reclusão, três anos de liberdade supervisionada e uma multa de US$ 250 mil. As acusações de fraude em casamento e de conspiração para tal prática preveem, cada uma, uma pena de até cinco anos de reclusão, três anos de liberdade supervisionada e uma multa de US$ 250 mil.