História negra e Holocausto: Google tira datas culturais de calendário

Mês dos Povos Indígenas, mês do Orgulho LBGTQIA e Herança Hispânica também estão entre as datas retiradas do serviço

atualizado

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1 de 1 Foto colorida do aplicativo Google Agenda - Metrópoles - Foto: Getty Images

O calendário on-line e mobile do Google, o aplicativo Google Agenda (Google Calendar, em inglês), retirou de seu serviço eventos como o Mês da História Negra, o Mês dos Povos Indígenas, o mês do Orgulho LBGTQIA+ e o Dia da Memória do Holocausto. A alteração teria sido iniciada ainda em 2024, mas passou a chamar atenção quando usuários notaram que essas datas não apareciam mais automaticamente em seus calendários.

A informação foi publicada pelo portal de notícia americano The Verge, que conversou com um especialista em produtos do Google. De acordo com ele, o Dia da Herança Judaica e Dia da Herança Hispânica também foram removidos do calendário.

De acordo com o Google, a empresa fez as alterações nos eventos padrão do calendário por conta da dificuldade de manter o registro de um grande número de eventos culturais globalmente.

Veja a nota da empresa:

“Por mais de uma década, trabalhamos com o timeanddate.com para mostrar feriados e observâncias nacionais no Google Agenda. Alguns anos atrás, a equipe do Agenda começou a adicionar manualmente um conjunto mais amplo de momentos culturais em vários países ao redor do mundo. Recebemos feedback de que alguns outros eventos e países estavam faltando — e manter centenas de momentos manualmente e consistentemente globalmente não era escalável ou sustentável. Então, em meados de 2024, voltamos a mostrar apenas feriados e observâncias nacionais do timeanddate.com globalmente, enquanto permitíamos que os usuários adicionassem manualmente outros momentos importantes.”

Polêmicas

Apesa de polêmica, a decisão de tirar datas comemorativas culturais do calendário não é a primeira a causar debate público. Conhecido como o maior golfo do planeta, o Golfo do México passou a ter uma segunda nomenclatura no Google Maps e a ser listado também como Golfo da América, entre parênteses, nas pesquisas.

A mudança ocorreu nessa segunda-feira (10/2). “Pessoas que usam o Maps nos EUA verão ‘Golfo da América’ e pessoas no México verão ‘Golfo do México’. Todos os outros verão os dois nomes”, declarou um comunicado do Google.


Disputa por nomes

  • A mudança no nome do Golfo foi realizada após mudanças executivas que o presidente Donald Trump assinou logo após assumir o cargo. Segundo ele, as mudanças “honram a grandeza americana”.
  • Segundo o Google, há “uma prática de longa data de aplicar mudanças de nome quando elas são atualizadas em fontes oficiais do governo”.
  • O Google informou no mês passado que também mudaria o nome do Monte McKinley, o pico mais alto do país, seguindo a ordem de Trump.
  • O monte foi renomeado para Denali em 2015, pelo ex-presidente Barack Obama, como um aceno à população nativa da região. Porém, a mudança não havia sido feita no Google Maps até esta terça-feira (11/2).

Governo Trump e CEOs de big techs

Mark Zuckerberg (Meta), Jeff Bezos (Amazon), Elon Musk (Tesla, SpaceX e X), Sundar Pichai (Google), Tim Cook (Apple), Shou Zi Chew (TikTok) e Sam Altman (OpenAI) tiveram uma reunião inédita na posse do presidente norte-americano Donald Trump, ocorrida em 20 de janeiro.

Na ocasião, os CEOs de big techs que dominam a mídia e o desenvolvimento de tecnologia tiveram lugar privilegiado. Cook, Musk, Bezos e Pichai ficaram próximos dos filhos de Trump e do vice-presidente, J.D. Vance, e a poucos metros do próprio presidente Trump.

Todas as empresas fizeram doações para o fundo de posse. A Amazon, a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, o Google e a Microsoft forneceram cerca de US$ 1 milhão cada para a realização da cerimônia. Além das doações, os CEOs ainda cumprimentaram publicamente o presidente eleito após o resultado das eleições americanas de 2024.

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