Hantavírus: Canadá confirma primeiro caso da doença ligado a cruzeiro
Com a confirmação do caso, surto no navio já soma 12 casos de infecções no mundo. Paciente testou positivo para a cepa andina do hantavírus
atualizado
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Autoridades de saúde da província da Colúmbia Britânica, no Canadá, confirmaram, nesse domingo (17/5), o primeiro caso de hantavírus na América do Norte relacionado ao surto registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. Trata-se de um passageiro na faixa dos 70 anos, morador do Yukon, que retornou ao país em 10 de maio e apresentou sintomas leves na última quinta-feira (14/5), como febre e dor de cabeça.
O paciente faz parte de um grupo de quatro canadenses que estavam em isolamento após desembarcarem da embarcação no início do mês e testou positivo para a cepa Andes do vírus, associada a episódios raros de transmissão entre humanos. O caso confirmado eleva para 12 o número de infecções ligadas ao cruzeiro em todo o mundo, incluindo três mortes.
Segundo a diretora provincial de saúde, Dra. Bonnie Henry, o teste inicial, feito na sexta-feira (15/5), indicou resultado positivo, posteriormente confirmado pelo Laboratório Nacional de Microbiologia, em Winnipeg. O paciente segue internado, em isolamento, sendo monitorado e recebendo os cuidados necessários, de acordo com Henry.
Passageiros do navio
A outra pessoa do casal também apresentou sintomas leves, mas teve resultado negativo. Um terceiro passageiro, também na casa dos 70 anos, foi levado ao hospital por precaução para avaliação, enquanto uma quarta pessoa, na faixa dos 50 anos e residente no exterior, permanece em isolamento domiciliar.
As autoridades informaram que os pacientes hospitalizados estão em quartos de pressão negativa e que protocolos rigorosos de contenção foram adotados desde a chegada dos passageiros à Colúmbia Britânica.
Surto de hantavírus
Segundo autoridades internacionais, o surto de hantavírus teria começado após um casal holandês contrair o vírus durante observação de aves na Argentina. A cepa andina do hantavírus costuma ser transmitida pelo contato com fezes de roedores, mas já foi associada a episódios de transmissão entre pessoas.
O Instituto Pasteur, da França, informou que o vírus identificado a bordo não apresenta mutações que o tornem mais transmissível ou mais perigoso. Ainda assim, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, monitoram 41 pessoas em 16 estados por possível exposição, enquanto o Canadá mantém passageiros e contatos próximos sob vigilância por até 42 dias.
