Hamas pede acordo que encerre guerra em Gaza
De acordo com o oficial do Hamas, Taher al-Nunu, o grupo está “pronto e sério” para alcançar um cessar-fogo
atualizado
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O grupo Hamas afirmou, nesta quarta-feira (2/7), que está revisando uma proposta de cessar-fogo apresentada por mediadores e que busca um acordo que coloque fim à guerra com Israel. O pronunciamento foi feito após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que Israel aceitou os termos para um novo cessar-fogo de 60 dias na Faixa de Gaza.
De acordo com o oficial do Hamas, Taher al-Nunu, o grupo está “pronto e sério” para alcançar um cessar-fogo e aceitará “qualquer iniciativa que leve claramente ao fim completo da guerra”.
O presidente norte-americano anunciou que teve uma uma “longa e produtiva reunião” com representantes de Israel na terça-feira (1º/7).
O que está acontecendo
- Israel mantém as ofensivas na Faixa de Gaza, quebrando o acordo de cessar-fogo firmado com o grupo Hamas em 18 de março. A expectativa era que o plano de paz fosse implementado em três fases.
- Ao menos 6.315 palestinos foram mortos e mais de 22 mil ficaram feridos desde a quebra do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde da Palestina.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá na próxima segunda-feira (7/7) o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A visita ocorre após Trump dizer que há negociações em andamento para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
- “Acabei de falar com algumas das pessoas envolvidas. A situação em Gaza é terrível”, disse o presidente dos EUA. “Acreditamos que, na próxima semana, conseguiremos um cessar-fogo”, afirmou Trump na sexta-feira (27/6).
De acordo com o jornal Al Jazeera, o grupo quer a retirada das tropas israelenses de Gaza, condição que Israel rejeita.
Em janeiro deste ano, Israel e Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo após mediação de Catar, EUA e Egito. A expectativa era que o plano de paz fosse implementado em três fases. Na primeira delas, ocorreu a troca de reféns sequestrados pelo Hamas por prisioneiros palestinos.]
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou que viajará, na próxima semana, aos Estados Unidos para uma reunião com Trump e altos funcionários do governo.
