Grupo de monges budistas é preso com 110 kg de maconha em aeroporto
Drogas foram escondidas em compartimentos falsos das bagagens do grupo. Cada monge foi encontrado com 5 kg de kush escondidos
atualizado
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Um grupo de vinte e dois monges budistas foi preso, nesse domingo (26/4), no principal aeroporto de Sri Lanka, no sul da Ásia, após autoridades encontrarem mais de 110 quilos de kush, uma variedade potente de maconha, escondidos em malas.
De acordo com autoridades alfandegárias, o grupo foi interceptado ao desembarcar no Aeroporto Internacional Bandaranaike, próximo à capital Colombo. Os religiosos retornavam de uma viagem de quatro dias a Bangkok, na Tailândia.
Durante a inspeção, agentes encontraram a droga escondida em compartimentos falsos das bagagens. Um porta-voz da alfândega informou que cada suspeito transportava cerca de cinco quilos da substância.
As drogas foram avaliadas em mais de 1,1 bilhão de rúpias do Sri Lanka (cerca de R$ 17 milhões), segundo a imprensa britânica.
A kush é uma variedade potente de cannabis originária de regiões como Afeganistão, norte do Paquistão e noroeste da Índia, frequentemente associada a redes internacionais de tráfico.
Polícia investiga possível esquema internacional
As investigações apontam que a maioria dos monges são jovens estudantes de diferentes templos de Sri Lanka. Eles participavam de uma viagem de férias patrocinada por um empresário, que não teve a identidade revelada.
Segundo as autoridades, a operação teria sido organizada por três monges de um templo na região de Jamburaliya. Eles teriam recrutado outros 19 participantes por meio do Facebook, oferecendo passagens, hospedagem e alimentação gratuitas.
A polícia local acredita que, parte dos envolvidos, principalmente os mais jovens, pode ter sido enganada sobre o conteúdo transportado. A apuração preliminar indica que alguns acreditavam estar levando “materiais educacionais” e “doces” para crianças.
Esta foi a maior apreensão de kush já registrada no principal aeroporto internacional do país, ainda segundo autoridades alfandegárias.
Os suspeitos foram levados à Justiça, e a Corte de Negombo determinou a detenção do grupo por sete dias para interrogatório.
