Governo Trump flexibiliza sanções contra Venezuela ligadas ao petróleo
Governo dos EUA anunciou sete licenças que vão permitir operações e transações relacionadas ao setor energético e mineral do país
atualizado
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O governo dos Estados Unidos voltou a flexibilizar as sanções norte-americanas contra a Venezuela. Desta vez, por meio de licenças que vão permitir transações ligadas ao setor energético e mineral do país, agora comandado por Delcy Rodríguez. As decisões foram divulgadas nesta quarta-feira (10/6) pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro.
Ao todo, foram emitidas sete permissões focadas, principalmente, no petróleo do país caribenho. Elas incluem:
- a venda de diluentes dos EUA para a Venezuela;
- transações relacionadas a operações no setor petrolífero e gás venezuelano;
- atividades envolvendo minerais de origem venezuelana;
- o fornecimento de itens e serviços para operações minerais no país latino-americano;
- e transações com a estatal Petróleos de Venezuela S.A..
As medidas anunciadas por Washington se somam a outras decisões do governo Donald Trump sobre a Venezuela, desde janeiro deste ano, quando o ex-presidente Nicolás Maduro foi capturado por forças norte-americanas em Caracas.
Além de retirar sanções contra a atual líder do país, Delcy Rodríguez, os EUA também ampliaram o acesso financeiro da Venezuela, permitindo que bancos venezuelanos acessem o sistema financeiro internacional.
Os acenos positivos da administração Trump surgiram após ameaças que resultaram em um alinhamento político do governo de Delcy Rodríguez com os interesses norte-americanos na Venezuela.
Um dos exemplos mais claros foi uma reforma na Lei de Hidrocarbonetos, que flexibilizou o controle estatal no petróleo venezuelano e abriu o setor para empresas estrangeiras.