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O governo da Síria informou neste sábado (14/4) que 110 mísseis teriam sido lançados contra a região de Damasco, pela coalizão formada por EUA, França e Reino Unido, dos quais a maioria foi interceptada.

Segundo o canal estatal sírio, três civis ficaram feridos na sequência do ataque a uma base militar em Homs. O canal de televisão confirmou ainda que ficou destruído edifício onde se encontrava o centro de pesquisa e o laboratório.

“Alguns mísseis, que estavam indo para uma posição militar perto de Homs, foram desviados de sua trajetória e a explosão de um deles feriu três civis”, disse o porta-voz do Comando Geral do Exército sírio, Ali Maihub.

O Observatório sírio para os Direitos Humanos afirmou que os alvos dos bombardeamentos (um laboratório científico e dois depósitos de armas químicas) foram evacuados no início da semana, antevendo a hipótese de um ataque.

“Tivemos um aviso dos russos sobre o ataque e todas as bases militares foram evacuadas há alguns dias”, disse uma fonte ligada ao regime sírio.

O bombardeio ocorreu uma semana depois de relatos de ONGs da Síria de um ataque químico a civis na cidade de Douma, reduto rebelde próximo de Damasco, que teria deixado ao menos 70 mortos.

Rússia reage
O embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, afirmou por meio de comunicado que o ataque americano contra bases sírias “não ficará sem consequências”.

“Nossos avisos não foram ouvidos”, escreveu Antonov. “Novamente, estamos sendo ameaçados. Nós avisamos que tais ações não ficarão sem consequências”. Antonov disse que “toda a responsabilidade” pelas ações seguintes aos ataques será de Washington, Londres e Paris.

“Insultar o Presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível”, escreveu Antonov. “Os Estados Unidos – o detentor do maior arsenal de armas químicas do mundo – não tem direito moral para culpar outros países.”