Genro de Trump se reúne com líder do Hamas em busca de acordo em Gaza
Genro de Trump se encontrou com líder do Hamas no Egito e deve se reunir com o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu

O negociador dos Estados Unidos e genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, se encontrou com um líder do Hamas nesse domingo (16/8), no Egito. A reunião seria uma nova tentativa de acordo de paz na Faixa de Gaza.
Ainda de acordo com a mídia internacional, Kushner deve se reunir com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira (17/8).
As negociações tentam salvar um novo plano de 15 pontos, apoiado pelos EUA, que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada de Israel do território palestino, devastado pela guerra.
Controle de Israel
Atualmente, a Faixa de Gaza tem cerca de 2 milhões de pessoas e grande parte do território está sob controle de forças israelenses.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO encontro no Egito com o líder do Hamas, Khalil al-Hayya, foi confirmado por autoridades sob condição de anonimato. Kushner liderou um trio de enviados dos EUA em uma reunião que também contou com representantes do Egito, Catar e Turquia, países que atuam como mediadores.
No ano passado, uma reunião semelhante ajudou a costurar o cessar-fogo. No entanto, os avanços estagnaram devido ao impasse sobre o desarmamento do grupo terrorista.
Resistência ao plano
Na semana passada, Netanyahu rejeitou o plano de 15 pontos, em uma rara demonstração pública de oposição ao governo Trump, principal aliado de Israel.
Agora, Kushner, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o diretor do Conselho de Paz criado pelos EUA, Nickolay Mladenov, devem se reunir com o premiê israelense a portas fechadas.
Antes da reunião, potências regionais, incluindo Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, emitiram um comunicado condenando a postura de Israel. O documento afirma que o país “agora tem a responsabilidade por obstruir os esforços para trazer a paz a Gaza”.
O texto, assinado também por Jordânia, Paquistão, Indonésia e pelos países mediadores, pede que os EUA tomem “medidas imediatas e concretas” para evitar que qualquer das partes bloqueie a implementação do acordo.
Um integrante do Hamas afirmou que o grupo está comprometido com o plano e aguarda o início de um período de 14 dias de negociações para definir um cronograma. Essa etapa, porém, exige a aprovação de todas as partes envolvidas.
O Hamas exige que Israel paralise os ataques e recue suas tropas para a chamada “linha amarela”, uma divisão territorial que nunca foi definida com precisão, antes que o acordo seja implementado.
Atualmente, as forças israelenses ultrapassaram essa marca e controlam cerca de 60% de Gaza. Em maio, Netanyahu declarou que o próximo passo seria chegar a 70% de controle, “apertando o cerco” contra o grupo.



