Gaza: saiba pontos de acordo aceitos pelo Hamas e o que falta resolver

Hamas aceitou dois dos 20 pontos do acordo de paz para Gaza proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Mahmoud Issa/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Imagem colorida mostra membro do Hamas - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra membro do Hamas - Metrópoles - Foto: Mahmoud Issa/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O Hamas anunciou nessa sexta-feira (3/10) que aceita parte da proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra em Gaza. A resposta do grupo, no entanto, mostra que ainda há pontos de divergência que precisarão de novas rodadas de negociação antes de se chegar a um entendimento definitivo.

A proposta norte-americana, composta por 20 pontos, estabelece condições para o fim da guerra iniciada há quase dois anos entre Israel e Hamas. Confira o que prevê o plano de Trump:

Trump estipulou prazo até este domingo (5/10) para que o Hamas desse uma resposta. Em mensagem publicada em sua rede, a Truth Social, ameaçou uma ofensiva militar sem precedentes caso não houvesse acordo.

“Teremos paz no Oriente Médio de uma forma ou de outra. A violência e o derramamento de sangue cessarão. Libertem os reféns, todos eles – incluindo os corpos daqueles que estão mortos -, agora! Um acordo deve ser firmado com o Hamas até domingo à noite. Todos os países assinaram. Se este acordo, uma última chance, não for firmado, um inferno como ninguém jamais viu antes se abaterá sobre o Hamas”, escreveu.

Pontos aceitos pelo Hamas

Na resposta enviada, o grupo afirmou estar disposto a libertar todos os prisioneiros israelenses, vivos e mortos, seguindo a proposta por Trump. O Hamas também disse estar pronto para iniciar negociações mediadas para definir os detalhes da troca.

Outro ponto aceito foi a abertura para entregar a administração da Faixa de Gaza a um órgão independente formado por tecnocratas palestinos, “com base no consenso nacional palestino e no apoio árabe e islâmico”. O grupo disse ainda que valoriza os esforços de países árabes e islâmicos, além do presidente Trump, para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza.

“Quanto às demais questões apresentadas na proposta do presidente Trump que dizem respeito ao futuro da Faixa de Gaza e aos direitos legítimos do povo palestino, isso está vinculado a uma posição nacional unificada e fundamentada nas leis e resoluções internacionais pertinentes, a ser discutida em um quadro nacional palestino amplo, do qual o Hamas fará parte e contribuirá com plena responsabilidade”, diz o texto.

O que falta

Pontos centrais do plano de Donald Trump continuam sem consenso e precisarão ser debatidos em novas rodadas de negociação. O primeiro deles é o desarmamento do Hamas. Embora a proposta norte-americana estabeleça essa condição como parte essencial do acordo, o grupo não mencionou o tema em sua resposta oficial, o que demonstra uma certa resistência em abrir mão de suas armas.

Para Israel e para os Estados Unidos, no entanto, essa etapa é vista como indispensável para garantir a segurança e a estabilidade no pós-guerra.

Outro impasse está relacionado à administração de Gaza. Trump sugeriu a criação de um órgão internacional de transição, chamado “Conselho da Paz”, que ficaria sob supervisão dos EUA e do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

O Hamas rejeitou essa possibilidade e defendeu que a gestão do território seja entregue a palestinos independentes, em um governo de tecnocratas com apoio árabe e islâmico. A divergência expõe um ponto sensível: quem terá o controle político e administrativo da Faixa de Gaza após o conflito.

Além disso, o grupo destacou que o futuro de Gaza não pode ser tratado de forma isolada. Em sua resposta, afirmou que qualquer decisão precisa levar em conta os direitos do povo palestino e ser discutida em consenso nacional, com base em resoluções internacionais.

Isso significa que, na visão do Hamas, não basta negociar apenas o cessar-fogo, é necessário incluir a questão mais ampla da causa palestina e a perspectiva de um futuro Estado que reúna Gaza e a Cisjordânia.

Se o plano for aceito e executado nos termos anunciados, o efeito deve ser imediato: cessar das operações militares, libertação de reféns e abertura de um processo de reconstrução e transição política.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?