França prepara dia de protestos contra política econômica de Macron

Segundo estimativas divulgadas pelo Ministério do Interior, são esperadas entre 600 mil e 900 mil pessoas nesta quinta (18/9) em todo país

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Manifestantes protestam em Paris, na França, contra medidas econômicas do governo anunciadas para 2026
1 de 1 Manifestantes protestam em Paris, na França, contra medidas econômicas do governo anunciadas para 2026 - Foto: Jerome Gilles/NurPhoto / Getty Images

A França se prepara para um dia de grandes manifestações nesta quinta-feira (18/9) contra as medidas orçamentárias anunciadas nos últimos meses pelo governo. Segundo estimativas divulgadas nesta quarta-feira pelo Ministério do Interior, são esperadas entre 600 mil e 900 mil pessoas em todo o país. A mobilização conta com o apoio de mais da metade da população, de acordo com uma pesquisa recente.

As autoridades preveem uma participação expressiva, estimada entre 600 mil e 900 mil pessoas na França. Em 10 de setembro, durante o movimento “Vamos parar tudo”, o Ministério do Interior contabilizou cerca de 200 mil participantes em todo o território francês.

Os organizadores esperam uma mobilização de grande porte nesta quinta-feira, semelhante a algumas jornadas de protesto em 2023 contra a reforma da Previdência. Naquele ano, algumas manifestações chegaram a reunir regularmente um milhão de pessoas, com pico de 1,4 milhão.

Em Paris, a passeata deve partir da Praça da Bastilha, passando pela Praça da República até a Praça da Nação. Diante do risco de presença de militantes radicais entre os manifestantes, cerca de 80 mil policiais e militares foram mobilizados em todo o país. Os principais focos de atenção para as forças de segurança continuam sendo cidades como Rennes, Nantes, Toulouse, Dijon, Lyon, Montpellier e Bordeaux, como ocorreu durante as manifestações da semana passada.

O secretário de segurança pública de Paris, Laurent Nuñez, declarou nesta quarta-feira (17) estar “muito preocupado” com a possível presença de vândalos nos cortejos. Segundo ele, há informações sobre a intenção de centenas ou até milhares de militantes radicais de se infiltrarem na manifestação para “quebrar tudo”. Nuñez pediu aos comerciantes que “fechem suas lojas” e recomendou que instalem “proteções em suas vitrines”.

Transporte será afetado

O setor dos transportes deve ser um dos mais afetados. Na capital, com exceção das linhas automáticas — 1, 4 e 14 —, o metrô funcionará apenas nos horários de pico, das 6h30 às 9h30 e das 16h30 às 19h30. Mesmo nesses períodos, o número de trens será extremamente reduzido nas linhas não automáticas. Além disso, algumas estações permanecerão fechadas durante todo o dia.

Na linha de trens urbanos RER A, a mais movimentada da Europa, três quartos dos trens circularão nos horários de pico, e dois terços nos horários de menor movimento. Já o RER B, que liga Paris ao aeroporto Charles-de-Gaulle, terá apenas metade dos trens circulando durante todo o dia. As demais linhas de RER também serão afetadas, especialmente as linhas D e E. No sistema de ônibus, cerca de 70% das linhas devem funcionar normalmente ou com poucas alterações.

Segundo o sindicato FO RATP, o segundo maior do grupo RATP, que administra os ônibus e metrôs de Paris, o índice de grevistas deve atingir “90% entre os condutores de metrô e 80% entre os condutores de RER”.

Apoio da população

Mais da metade dos franceses aprova a jornada de mobilização intersindical prevista para esta quinta-feira, segundo pesquisa Elabe para a BFM TV divulgada nesta quarta-feira.

De acordo com o levantamento, “56% dos franceses aprovam essa mobilização contra as medidas de austeridade anunciadas durante o verão pelo ex-primeiro-ministro François Bayrou, pela revogação da reforma da Previdência, por mais justiça fiscal e por mais recursos para os serviços públicos.”

Desses 56%, “31% apoiam a mobilização e 25% demonstram simpatia pelo movimento”. Por outro lado, 25% desaprovam os protestos.

Quanto à jornada de mobilização do sindicato agrícola FNSEA, marcada para 26 de setembro contra o acordo de livre comércio com os países do Mercosul, “72% dos franceses aprovam a iniciativa, sendo que 39% a apoiam diretamente e 33% demonstram simpatia por ela”.

A pesquisa foi realizada online nos dias 16 e 17 de setembro com uma amostra de 1.002 pessoas, representativa da população adulta da França metropolitana. A margem de erro varia entre 1,4 e 3,1 pontos.

Leia mais em RFI, parceira do Metrópoles.

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