França pede imprensa livre em Gaza para mostrar situação “deplorável”

De acordo com o chanceler francês Jean-Noël Barrot, “não há mais nenhuma justificativa” para as operações militares em Gaza

atualizado

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Imagem colorida de famílias em Gaza continuam a ser forçadas a encontrar locais mais seguros para se abrigar - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de famílias em Gaza continuam a ser forçadas a encontrar locais mais seguros para se abrigar - Metrópoles - Foto: UNRWA

A França defende que a imprensa livre e independente tenha acesso à Faixa de Gaza para mostrar a situação da população palestina, que corre risco de fome após 21 meses de guerra. O pedido foi feito nessa terça-feira (22/7) pelo chanceler francês Jean-Noël Barrot. O ministro informou que esforços estão sendo feitos para “retirar alguns jornalistas [do enclave] nas próximas semanas”, depois que a agência de notícias France Presse denunciou “a situação terrível” enfrentada pelos poucos profissionais ainda presentes no território palestino.

A França quer que a imprensa internacional tenha acesso à Faixa de Gaza “para mostrar o que está acontecendo lá”, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, durante uma entrevista à rádio France Inter. “Estamos dedicando muito esforço e muita energia a isso”, explicou o chanceler, que faz uma visita a Kiev, na Ucrânia.

Em um comunicado, foi destacado o drama enfrentado pelos jornalistas em Gaza, que estão sem água e sem comida. “Há meses, assistimos impotentes à dramática deterioração de suas condições de vida. Sua situação agora é insustentável, apesar da coragem exemplar, do comprometimento profissional e da resiliência”, afirmou o documento divulgado na segunda-feira (21/7).

A Sociedade de Jornalistas (SDJ) alertou para o risco iminente. “Perdemos jornalistas em conflitos, tivemos feridos e prisioneiros em nossas equipes, mas nenhum de nós se lembra de ter visto um colega morrer de fome”, enfatizou a SDJ.

A ONU e ONGs relatam regularmente o risco de fome no território palestino sitiado por Israel desde o ataque do movimento islâmico palestino Hamas, em 7 de outubro de 2023.

França condena ofensiva israelense

Por meio de sua diplomacia, a França condena “com a maior veemência possível” a extensão “deplorável” da ofensiva israelense em Gaza, “que agravará uma situação já catastrófica”. Ontem, o Exército israelense estendeu suas operações à cidade de Deir al-Balah e seus arredores, no centro do território palestino, onde nunca esteve durante a guerra contra o Hamas, ordenando a evacuação dos moradores.

Bombardeios israelenses ocorridos nessa terça-feira (22/7) causaram a morte de 15 pessoas nessa área, segundo balanço divulgado Defesa Civil palestina.

De acordo com o chanceler francês Jean-Noël Barrot, “não há mais nenhuma justificativa” para as operações militares do Exército israelense em Gaza. “Esta ofensiva agravará uma situação já catastrófica e causará novos deslocamentos forçados de populações, o que condenamos com veemência”, afirmou.

A França defende um “cessar-fogo imediato, a libertação de todos os reféns pelo Hamas e o acesso irrestrito da ajuda humanitária à Faixa de Gaza”, acrescentou o ministro.

“A situação humanitária em Gaza é indigna, é um escândalo que deve parar”, reiterou o ministro francês de Relações Exteriores. “As operações da Fundação Humanitária de Gaza levaram a um banho de sangue, 900 pessoas morreram enquanto esperavam na fila por um saco de farinha”, lamentou Jean-Noël Barrot.

A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), que conta com o apoio de Israel e dos Estados Unidos, culpou o Hamas pela crise humanitária.

Leia mais notícias internacionais no RFI, parceiro do Metrópoles.

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