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Farmacêutica pagará US$ 7 bilhões por causar crise de opioides nos EUA

Farmacêutica assumiu que enganou órgãos reguladores do governo e pagou propinas a médicos para impulsionar as vendas do analgésico OxyContin

Repórter de Mundo29/04/2026 02:24, atualizado 29/04/2026 03:46
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
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A farmacêutica Purdue Pharma foi condenada a pagar quase US$ 7,4 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) pela Justiça de Nova Jersey, nos Estados Unidos, por causar a crise de opioides no país.

A acusação é que a farmacêutica enganou órgãos reguladores do governo e pagou propinas a médicos para impulsionar as vendas do analgésico OxyContin, que tem alto potencial de vício. 

Pelo plano de falência, a Purdue Pharma deverá ser dissolvida em 1º de maio e usará seus ativos para pagar os US$ 7,4 bilhões acordados.

O acordo inclui um fundo de US$ 865 milhões para indivíduos afetados pela crise. Além disso, a empresa concordou em pagar US$ 5,5 bilhões em multas criminais, a maior parte, no entanto, não  será paga em virtude de um acordo firmado em 2020 com o Departamento de Justiça dos EUA, no qual a agência arrecadará apenas US$ 225 milhões.

A Purdue admitiu, em 2020, que impediu a Drug Enforcement Administration (DEA) de ações, ao representar falsamente que havia mantido um programa eficaz para evitar o desvio de drogas e ao relatar informações enganosas à agência para aumentar as cotas de fabricação da empresa.