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Mundo

EUA usa Departamento de Guerra contra "ameaças estrangeiras" nas eleições

Pete Hegseth determina uso de inteligência e capacidades cibernéticas para combater ameaças estrangeiras às eleições de novembro nos EUA

28/09/2026 19:35, atualizado 28/09/2026 20:09
Andrew Harnik/Getty Images
Imagem colorida do chefe do Pentágono, Pete Hegseth - Metrópoles

O governo dos Estados Unidos determinou a mobilização de estruturas do Departamento de Guerra para combater possíveis interferências estrangeiras nas eleições legislativas de novembro.

A ordem partiu do secretário Pete Hegseth, que assinou, em 22 de setembro, um memorando direcionado ao Comando Cibernético dos EUA (USCYBERCOM) e às principais agências de inteligência militar.

O documento foi divulgado nesta segunda-feira (28/9) e estabelece que as estruturas de defesa priorizem capacidades de inteligência e cibernéticas para identificar, interromper e neutralizar ações de atores estrangeiros contra os processos democráticos norte-americanos.

A determinação ocorre pouco mais de um mês antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. O pleito definirá os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado.

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No memorando, Hegseth afirma que o Departamento de Guerra deverá proteger a confiabilidade dos mecanismos de votação dos Estados Unidos contra “manipulação externa” e interrupções provocadas por atores estrangeiros.

O secretário também determina que a Defense Intelligence Enterprise (DIE), estrutura que reúne as agências de inteligência de defesa, faça a coleta e a produção de informações sobre ameaças estrangeiras às eleições de 2026.

Nenhum país é citado nominalmente no documento.

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Reprodução/Departamento de Guerra dos EUA
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Donald Trump e Pete Heghseth

Anna Moneymaker/Getty Images
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John Moore/Getty Images

Ação cibernética

O USCYBERCOM recebeu a determinação de utilizar suas autoridades e capacidades existentes para combater possíveis ameaças cibernéticas de atores estrangeiros que tenham como alvo as eleições. A atuação deverá ocorrer em coordenação com o Departamento de Segurança Interna (DHS).

O memorando também determina que os diretores das agências de apoio ao combate priorizem os recursos de inteligência e cibernéticos do Departamento de Guerra para impedir que agentes estrangeiros interfiram nos sistemas democráticos americanos.

Em comunicado divulgado junto com o memorando, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que o objetivo é trabalhar com autoridades federais, estaduais e locais para proteger os sistemas de votação e identificar ações de influência estrangeira.

“Eleições livres e justas são a base da nossa República”, disse Parnell.

Segundo o general Joshua M. Rudd, comandante do Comando Cibernético e diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA), as duas estruturas trabalham conjuntamente para identificar e combater ameaças cibernéticas estrangeiras.

Missão de defesa

O chefe do Pentágono classificou a proteção das eleições como uma “missão que não pode falhar” e determinou que a estrutura de inteligência utilize os recursos e parcerias autorizados para defender a infraestrutura eleitoral.

O memorando afirma que a atuação deve preservar, ao mesmo tempo, as liberdades fundamentais dos eleitores.

A ordem também estabelece que a defesa eleitoral seja realizada em conformidade com as leis, regulamentos, determinações do Executivo e políticas do Departamento de Guerra.

Em outro trecho, Hegseth sustenta que a capacidade de realizar eleições livres e justas é um princípio fundamental da democracia americana e afirma que o governo deve garantir que os eleitores possam votar sem “intimidação, coerção ou medo estrangeiro”.