EUA têm protestos após Suprema Corte derrubar lei que garante o aborto
Com cartazes e gritando palavras de ordem, os manifestantes afirmam que a decisão fere a Constituição norte-americana

Manifestantes protestam em frente a Supre Corte dos Estados Unidos contra a derrubada de uma lei federal que garante o aborto no país. Agora, cada estado pode determinar um entendimento.
Com cartazes e gritando palavras de ordem, os manifestantes afirmam que a decisão fere a Constituição norte-americana e que é um retrocesso.
A Corte derrubou, nesta sexta-feira (24/6), uma lei federal que garantia o direito das mulheres a abortarem legalmente no país. A medida estava em vigor há 49 anos. A anulação teve 6 votos a favor e 3 contra.
A mudança não proíbe o aborto no país, mas abre espaço para que cada um dos 50 estados adote vetos locais.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA Corte considerou como válida uma lei criada no estado do Mississipi, de 2018, que veta a interrupção da gravidez após a 15ª semana de gestação, mesmo em casos de estupro. Os juízes usaram este caso como oportunidade para derrubar a decisão, de 1973, conhecida como Roe vs. Wade, que liberou o procedimento no país.
Nos anos 1970, os juízes haviam relacionado o aborto com o direito à privacidade, ao considerarem que os governos não poderiam interferir em uma escolha de foro íntimo da mulher —a de manter ou não uma gestação. O direito à privacidade é garantido por duas emendas à Constituição dos EUA, a 9ª e a 14ª.
Já nesta sexta, a maioria dos magistrados adotou posição oposta e considerou que relacionar o procedimento com o direito à privacidade não faz sentido.
A decisão vazou em maio. Na prática, ela representa uma vitória para o partido Republicano e as alas conservadoras e religiosas do país, que queriam proibir a interrupção legal da gravidez.



