EUA prende CEO acusado de fornecer tecnologia militar para o Irã

Jamshid Ghomi teria fornecido ao regime do Irã equipamentos sofisticados de rede, segurança e criptografia de origem norte-americana

atualizado

metropoles.com

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Divulgação/ Departamento de Justiça dos EUA
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1 de 1 jamshid-ghomi_3x2 - Foto: Divulgação/ Departamento de Justiça dos EUA

O CEO de uma empresa de tecnologia da Califórnia foi preso nos Estados Unidos sob acusação de fornecer equipamentos de origem norte-americana ao governo iraniano, incluindo estruturas ligadas às Forças Armadas e ao programa nuclear do país. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (3/6) pelo Departamento de Justiça dos EUA.

O suspeito foi identificado como Jamshid Ghomi, de 63 anos (foto em destaque), cidadão americano e iraniano. Segundo as autoridades, ele operava uma empresa na Califórnia e teria comercializado, durante anos, equipamentos avançados de rede, segurança digital e criptografia para clientes no Irã, em violação às sanções impostas por Washington.

“Sr. Ghomi passou anos explorando os sistemas financeiros e os canais de aquisição dos Estados Unidos para enviar equipamentos controlados ao Irã, ocultando suas atividades por meio de empresas de fachada e documentação falsificada”, afirmou o Departamento de Justiça em comunicado.

De acordo com a acusação, Ghomi utilizava a empresa Faraz Pardaz Rayaneh (FPR), sediada em Teerã, para adquirir e exportar tecnologias de origem americana ao mercado iraniano. Os investigadores afirmam que o esquema funcionou por mais de uma década.

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O empresário vivia em uma mansão avaliada em cerca de US$ 35 milhões em Newport Beach, na região de Los Angeles
O empresário vivia em uma mansão avaliada em cerca de US$ 35 milhões em Newport Beach, na região de Los Angeles
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O empresário vivia em uma mansão avaliada em cerca de US$ 35 milhões em Newport Beach, na região de Los Angeles

O procurador federal Bill Essayli afirmou que o empresário não apenas descumpriu as restrições comerciais dos Estados Unidos, mas também forneceu tecnologia que poderia fortalecer as capacidades estratégicas do regime iraniano.

“Ghomi é acusado de auxiliar nossos inimigos declarados ao vender componentes de redes de computadores de origem americana para o Irã e lucrar milhões de dólares”, declarou Essayli.

Segundo as autoridades, o empresário vivia em uma mansão avaliada em cerca de US$ 35 milhões em Newport Beach, na região de Los Angeles. O Departamento de Justiça informou ainda que nem Ghomi nem a FPR possuíam autorização do Departamento do Tesouro para realizar as transações investigadas.

O que diz a acusação

A acusação afirma que, entre 2011 e 2015, Ghomi utilizou contas pessoais no eBay e no PayPal para adquirir mais de 400 equipamentos de rede, que eram enviados inicialmente para intermediários nos Emirados Árabes antes de seguirem para o Irã.

Em 2023, ele teria negociado diretamente a compra de equipamentos de fornecedores localizados nos estados de Minnesota e Nebraska. Os produtos foram encaminhados por meio de uma empresa de fachada nos Emirados Árabes e posteriormente enviados à Faraz Pardaz Rayaneh.

Os investigadores também alegam que, entre 2014 e 2018, o empresário coordenou o envio clandestino de mais de 250 toneladas métricas de equipamentos de rede ao Irã, utilizando empresas de logística e intermediários em Dubai para ocultar o destino final das mercadorias.

Até o momento, representantes da empresa iraniana não se manifestaram sobre o caso. Ghomi permanece preso e deve comparecer a um tribunal federal em Los Angeles ainda nesta quarta-feira.

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