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Mundo

EUA fecha acordo bilionário para acelerar produção de mísseis Tomahawk

Acordo com a empresa Raytheon elevará produção anual de 60 para mais de 1 mil mísseis em meio à redução do arsenal norte-americano

17/08/2026 17:35
Anna Moneymaker/Getty Images
Imagem colorida de Trump e Pete Hegseth - Metrópoles

O governo de Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (17/8) um contrato de US$ 22,9 bilhões — cerca de R$ 119 bilhões — com a empresa Raytheon para acelerar a produção dos mísseis Tomahawk, uma das principais armas de ataque de longo alcance da Marinha dos Estados Unidos.

Segundo o Departamento de Guerra, o acordo é considerado “histórico” e busca ampliar rapidamente a capacidade de fabricação dos projéteis, diante da redução dos estoques americanos após o uso intensivo de armamentos em conflitos recentes, especialmente na guerra contra o Irã.

O contrato terá duração de sete anos. De acordo com a Raytheon, a produção anual de Tomahawk deverá passar das atuais 60 unidades para mais de 1 mil.

A empresa também informou que entregou, no primeiro semestre de 2026, três vezes mais mísseis do que no mesmo período do ano passado.

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“Pedimos à indústria que ampliasse rapidamente a produção de munições, e a RTX está cumprindo esse pedido”, afirmou o secretário interino da Marinha, Hung Cao, em publicação na rede social X.

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Trump diz que Irã deve escolher entre "acordo ou rendição total"
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White House/ reprodução

Míssil de longo alcance

  • Lançado a partir de navios e submarinos, o Tomahawk é utilizado pela Marinha americana para atingir alvos terrestres a grandes distâncias com alta precisão.
  • O armamento se tornou uma das principais ferramentas dos EUA em operações de ataque contra posições estratégicas.
  • O míssil foi empregado amplamente durante a guerra contra o Irã. Um dos ataques com a arma atingiu uma área próxima a uma escola em Minab, no país, em março. O episódio deixou mais de 170 crianças mortas.
  • O custo de um Tomahawk parte de aproximadamente US$ 2 milhões, o equivalente a R$ 10,4 milhões.
  • O valor pode chegar a US$ 3,5 milhões (R$ 18,2 milhões) em situações de urgência e reposição acelerada.
  • No novo contrato, a Raytheon estima que cada unidade custará cerca de US$ 3,3 milhões (R$ 17,2 milhões), caso a produção alcance a marca de 1 mil mísseis por ano.

A ampliação da produção dos Tomahawk ocorre em meio a uma política adotada pelo governo Trump para acelerar a fabricação de armamentos. A estratégia ganhou força após o uso de grandes volumes de munições pelos Estados Unidos durante a guerra contra o Irã e o envio de equipamentos militares a aliados, como a Ucrânia.

O ritmo de utilização provocou pressão sobre os estoques americanos de sistemas considerados estratégicos. Durante o conflito no Oriente Médio, os EUA chegaram a operar com níveis reduzidos de baterias de defesa aérea Patriot e utilizaram praticamente todo o estoque disponível de mísseis de precisão de longo alcance ATACMS e PrSM.

A redução dos arsenais alimentou preocupações sobre a capacidade de resposta americana diante de novos conflitos ou de uma eventual necessidade de defender o próprio território.

Diante do cenário, a Casa Branca passou a pressionar a indústria de defesa para elevar a produção de equipamentos militares com urgência, em uma estratégia que o governo chegou a classificar como necessária para atender às demandas de um “estado de guerra”.