EUA enviará militares a países vizinhos da Ucrânia, anuncia Biden

Presidente norte-americano ponderou, contudo, que os Estados Unidos não vão se envolver com combate em território ucraniano

atualizado 02/03/2022 6:27

O presidente dos EUA, Joe Biden Spencer Platt/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (Partido Democrata), afirmou, na noite desta terça-feira (1º/3), que enviará forças aéreas, náuticas e terrestres para países vizinhos à Ucrânia.

“Nossas forças não estão envolvidas e não entrarão em conflito com as forças russas na Ucrânia”, ponderou, contudo.

Publicidade do parceiro Metrópoles 1
Publicidade do parceiro Metrópoles 2
Publicidade do parceiro Metrópoles 3
Publicidade do parceiro Metrópoles 4
Publicidade do parceiro Metrópoles 5
Publicidade do parceiro Metrópoles 6
Publicidade do parceiro Metrópoles 7
Publicidade do parceiro Metrópoles 8
0

Em pronunciamento transmitido ao vivo de Washington, Biden condenou os bombardeios que desestabilizaram o Leste Europeu e colocaram o mundo em alerta. O mandatário norte-americano também anunciou o fechamento do espaço aéreo dos Estados Unidos para aviões russos.

Apesar de não terem tomado efetivamente o poder de nenhuma província ucraniana, as tropas russas já cercam ao menos nove cidades do país.

Durante o discurso do Estado da União nesta noite, Biden chamou Vladimir Putin de “ditador russo” e afirmou que os ataques à Ucrânia foram premeditados e gratuitos.

“Seis dias atrás, Vladimir Putin, da Rússia, tentou abalar os fundamentos do mundo livre, mas fez um cálculo ruim. Ele acreditava que o mundo se dobraria, mas encontrou um muro de força que jamais imaginaria encontrar”, frisou o presidente dos EUA.

“Quando a história desse momento for escrita, Putin terá tornado a Rússia mais fraca e o resto do mundo mais forte”, declarou.

Na prática, Biden tentou demonstrar firmeza nas ações americanas contra a guerra. Foi uma forma de reacender a confiança da população no governo.

O Estado da União é um dos principais eventos políticos americanos. Na ocasião, o mandatário norte-americano detalha os avanços do governo e esclarece as prioridades de sua gestão.

Biden adiou o discurso, que deveria ter ocorrido em meados de fevereiro. Questões internas, como a alta da inflação e a baixa popularidade — cerca de 40% dos americanos aprovam o governo —, motivaram o remanejamento para março.

O discurso do Estado da União de hoje foi o mais tardio já feito por um presidente norte-americano, uma vez que é habitualmente marcado para janeiro ou, em alguns casos, fevereiro.

Os ataques russos à Ucrânia

A Ucrânia viveu nesta terça-feira o 6° dia de ataques. O confronto foi iniciado em 24 de fevereiro. Kiev e Kharkiv estão sob fortes bombardeios – civis foram alvejados.

Um míssil foi disparado contra uma torre de transmissão de TV em Kiev, capital ucraniana, e deixou ao menos cinco pessoas mortas, segundo a Ucrânia.

A truculência da guerra na Ucrânia tem chegado a níveis antes inimagináveis. Com cidades sitiadas pelas tropas russas, o presidente Volodymyr Zelensky voltou a pedir apoio da comunidade internacional. O Exército russo ampliou o megacomboio que cercará Kiev, capital ucraniana e coração do poder. As tropas, que cobrem um extensão de 64 quilômetros, se aproximam da cidade.

Com o país sendo alvo de ataques cada vez mais violentos, Zelensky exigiu um cessar-fogo para abrir nova rodada de negociações com a Rússia e pediu resistência da população e do Exército.

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Otan, entidade militar liderada pelos Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possibilidade como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existem desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).

Mais lidas
Últimas notícias