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EUA envia “número inigualável” de militares em navios à Venezuela

A medida ocorre após os EUA classificarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como chefe do cartel de drogas de Los Soles

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1 de 1 Imagem colorida, EUA enviam número inigualável de militares em navios à Venezuela- Metrópoles - Foto: Michal Fludra/NurPhoto-Getty Imagens

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos enviou “um número inigualável” de militares em navios de guerra para o litoral da Venezuela. A afirmação foi feita nessa quarta-feira (20/8), na rede social X, pelo deputado de Serviços Armados dos EUA, Carlos Gimenez.

O governo de Donald Trump confirmou que Washington ordenou a movimentação naval na região para conter a ameaça de grupos de narcotraficantes sul-americanos.

“Como membro da Comissão das Forças Armadas do Congresso dos EUA, pude afirmar que destacamos um número inigualável de ativos militares nas costas da Venezuela. Com a melhor tecnologia, seguiremos aumentando nossa presença na região”, escreveu Gimenez.

Segundo o jornal norte-americano The Wall Street Journal, o Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos EUA) ordenou o envio de três navios de guerra, também conhecidos como destroyers, com mísseis guiados e autoridade para interceptar carregamentos de drogas. São eles: o USS Gravely, o USS Jason Dunham e o USS Sampson.

A medida ocorre após os EUA classificarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como chefe do cartel de drogas de Los Soles, e aumentaram a recompensa por sua prisão para US$ 50 milhões. O presidente Trump teria designado como organizações terroristas estrangeiras os atuantes de narcotráfico na região.

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Durante coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, evitou confirmar o envio dos navios de guerra com 4 mil militares, mas sinalizou o interesse norte-americano de agir contra Maduro.

“O presidente Trump tem sido muito claro e consistente. Ele está preparado para usar todos os elementos do poder americano para impedir que as drogas cheguem ao nosso país, e trazer os responsáveis à Justiça. O regime Maduro não é o governo legítimo da Venezuela. É um cartel de narcoterrorismo”, declarou.

Medidas contra o narcotráfico

A senadora republicana dos EUA Ashley Moody também falou sobre o posicionamento das tropas navais na Venezuela e instituiu uma lei em prol do fim do narcotráfico. Moody celebrou a aprovação da Lei Halt Fentani, o que, segundo ela, ajudaria autoridades a coibir cartéis de drogas.

“Esta semana, vimos o presidente Trump mais uma vez tomar medidas ousadas ao enviar navios de guerra americanos para perto da Venezuela para coibir o tráfico de drogas letais na fonte. Os dias de os Estados Unidos fazerem vista grossa ao tráfico de drogas acabaram. Esta lei garante que agentes e promotores federais tenham as ferramentas para responsabilizar os traficantes, assim como fizemos aqui na Flórida.”

A senadora ainda complementou que está “salvando vidas, desmantelando cartéis e tornando as comunidades mais seguras”. Atualmente, uma série de grupos ligados ao tráfico de drogas foram classificados por Washington como organizações terroristas.

Reação do governo Maduro

Nessa segunda-feira (18/8), em meio aos rumores do envio de navios à costa venezuelana, Maduro anunciou a mobilização de mais de 4,5 milhões de milicianos no país, com o objetivo de “defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”. O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, pronunciou-se sobre o tema.

“A acusação de Washington de que a Venezuela está envolvida no narcotráfico revela sua falta de credibilidade e o fracasso de suas políticas na região.”  “Enquanto Washington ameaça, a Venezuela avança firmemente em paz e soberania, demonstrando que a verdadeira eficácia contra o crime se alcança respeitando a independência dos povos”, acrescentou.

Os EUA são um dos principais alvos das declarações polêmicas do líder venezuelano, que acusa o país de ambições imperialistas. As ações dos EUA contra cartéis de drogas latino-americanos foi rejeitada por Maduro, que considerou “ameaças bizarras e absurdas” de “supremacia imperialista”.

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