EUA: empresas pagam viagens para funcionárias que optarem por abortar

Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou, na sexta (24/6), lei que garantia o direito das mulheres a abortarem legalmente

atualizado

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Mulher grávida segurando a sua barriga
1 de 1 Mulher grávida segurando a sua barriga - Foto: Portal Tudo / Reprodução Illustração

Após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar lei que garantia o direito das mulheres a abortarem legalmente no país na última sexta-feira (24/6), empresas têm se comprometido a garantir o acesso ao procedimento às funcionárias que precisarem.

Segundo a imprensa norte-americana, ao menos 16 companhias garantiram arcar com os gastos aéreos de servidoras que tiverem viajar para outro estado – que permita a prática legal de aborto – para realizar um procedimento. São elas:

Starbucks, Tesla, Yelp, Airbnb, Microsoft, Netflix, Patagonia, DoorDash, JPMorgan Chase, Levi Strauss, PayPal, Reddit, Walt Disney Company, Meta, Dick’s Sporting Goods e Condé Nast.

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Estados Unidos
Manifestantes protestam contra e a favor do aborto na Suprema Corte dos Estados Unidos
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Manifestantes protestam contra e a favor do aborto na Suprema Corte dos Estados Unidos

Kevin Dietsch/Getty Images
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Estados Unidos
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Alexi Rosenfeld/Getty Images

“A proteção dos direitos reprodutivos é uma questão crítica de negócios que afeta nossa força de trabalho, nossa economia e o progresso em direção à igualdade de gênero e raça”, publicou Levi Strauss, detentora da marca de jeans Levi’s.

Nove estados baniram aborto

Na última sexta-feira (24/6), o Judiciário vetou a lei que estava em vigor há 49 anos e garantia o direito ao aborto legal. Foram 6 votos a favor e 3 contra.

Na prática, a mudança não proíbe o aborto no país, mas abre espaço para que cada estado adote vetos locais. Até o momento, nove estados decidiram por tornar o procedimento ilegal.

A Corte considerou válida uma lei criada no Mississipi, de 2018, que veta a interrupção da gravidez após a 15ª semana de gestação — mesmo em casos de estupro. Isso foi usado como oportunidade para derrubar a decisão, de 1973, conhecida como Roe vs. Wade, que liberou o procedimento nos EUA.

O último final de semana foi marcado por protestos contra a decisão em vários estados do país.

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