EUA determina que funcionários deixem embaixada no Líbano

Medida dos EUA ocorre após o Hezbollah convocar apoiadores para a “resistência” em meio a tensões envolvendo Israel

atualizado

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos determinou, nesta segunda-feira (23/2), a retirada de funcionários não essenciais da embaixada americana em Beirute, capital do Líbano, devido à atual “situação de segurança” no país. A medida também vale para familiares dos servidores.

“Em 23 de fevereiro, o Departamento de Estado ordenou a saída de funcionários do governo americano que não desempenham funções essenciais e de seus familiares, devido à situação de segurança em Beirute. Os funcionários da Embaixada dos EUA em Beirute estão proibidos de viajar a trabalho sem autorização prévia. Restrições adicionais de viagem podem ser impostas a funcionários americanos sob a responsabilidade de segurança do Chefe da Missão, com pouco ou nenhum aviso prévio, devido ao aumento de problemas ou ameaças à segurança”, diz o comunicado.

O governo norte-americano informou que a representação diplomática continuará funcionando normalmente, mas apenas com o pessoal considerado essencial. Segundo o departamento, a medida é temporária e busca garantir a segurança dos funcionários sem interromper a assistência aos cidadãos estadunidenses na região.

A retirada ocorre após o grupo Hezbollah convocar apoiadores para a “resistência” no último sábado (21/2). O grupo reagiu à morte de oito integrantes em um ataque israelense que atingiu uma reunião no leste do território libanês.

Presença militar dos EUA no Oriente Médio

Os Estados Unidos ampliaram a presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas. O presidente Donald Trump tem ameaçado atacar o Irã caso não haja um acordo sobre o programa nuclear do país.

De acordo com a imprensa internacional, a Guarda Revolucionária Islâmica reforçou influência sobre o Hezbollah, no Líbano, diante da possibilidade de uma ofensiva norte-americana. Em um eventual confronto, o grupo libanês poderia ser acionado como parte da resposta do Irã na região.

Na última quinta-feira (19/2), Trump afirmou que teria dado ao país um prazo estimado entre 10 e 15 dias para responder à proposta de acordo sobre o programa nuclear em discussão. “Ou vamos chegar a um acordo ou será lamentável para eles”, disse o republicano.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não vai “curvar a cabeça” diante da pressão das potências mundiais nas negociações sobre seu programa nuclear.

“As potências mundiais estão se alinhando para nos forçar a curvar a cabeça… mas nós não vamos, apesar de todos os problemas que estão criando para nós”, disse Pezeshkian no sábado (21/2), sem detalhar o estágio atual das negociações ou possíveis concessões do Irã.

Uma nova rodada de negociações está prevista para esta quinta-feira (26/2), em Genebra. As conversas devem se concentrar no programa nuclear iraniano, incluindo os níveis de enriquecimento de urânio e possíveis medidas de alívio das sanções econômicas.

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