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Os democratas retomaram o controle da Câmara dos Deputados nas eleições legislativas de 2018 ao ganharem as cadeiras necessárias em distritos nos quais o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é impopular. O Senado, no entanto, permanece nas mãos dos republicanos.

Até as 7h desta quarta-feira (7/11), os democratas haviam conquistado 219 cadeiras contra 193 dos republicanos. Para garantir a maioria da Casa, são necessários 218 assentos. No Senado, o Partido Republicano conseguiu 51 vagas contra 45 do Democrata, o suficiente para manter a maioria.

Na Câmara dos Deputados, os democratas conseguiram vencer em estados-chave, como Virgínia, Flórida, Pensilvânia e Colorado, de acordo com as emissoras Fox e NBC. Já os republicanos consolidaram sua posição no Senado arrebatando cadeiras em ao menos dois Estados – Indiana e Dakota do Norte – e mantendo as atuais no Tennessee e Texas, que estavam sob ameaça.

A democrata Donna Shalala conquistou a cadeira pela Flórida que foi ocupada durante anos por Ileana Ros-Lehtinen, a primeira cubana-americana eleita para o Congresso. Na Virgínia, a democrata Jennifer Wexton bateu a republicana Barbara Comstock, que tentava a reeleição e havia se distanciado de Trump, consciente do descontentamento da população em relação ao presidente, especialmente entre as mulheres.

Já na briga pelo Senado, os republicanos acertaram um duro golpe nos democratas ao arrebatar a cadeira de Joe Donnelly em Indiana, derrotado por Mike Braun, candidato apoiado pelo presidente. Donnelly era um dos cinco democratas que defendiam sua cadeira no Senado em locais onde Trump venceu em 2016 e onde a política econômica atual seduz os eleitores.

O democrata Joe Manchin defendeu sua cadeira de senador pela Virgínia Ocidental, outro Estado em que o presidente dos Estados Unidos venceu em 2016. O veterano de 71 anos enfrentou o republicano Patrick Morrisey, apoiado por Trump.

Em New Jersey, o democrata Bob Menéndez, de 64 anos, foi reeleito, um alívio para o seu partido, que temia que as acusações de corrupção pudessem beneficiar seu adversário, Bob Hugin. Menéndez, senador desde 2006, teve sua popularidade abalada após ser julgado por suposta ajuda a um médico em troca de diárias em hotéis de luxo em alguns balneários.