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Mundo

EUA, Colômbia e Equador fecham parceria contra cartéis na fronteira

Comandantes militares dos três países definem estratégia para perseguir chefes de organizações criminosas e cortar rotas do narcotráfico

27/08/2026 22:25, atualizado 27/08/2026 22:27
Comando do Sul dos EUA
EUA, Colômbia e Equador fecham parceria contra cartéis na fronteira

Estados Unidos, Colômbia e Equador decidiram ampliar a cooperação militar e de segurança para combater cartéis e organizações classificadas como narcoterroristas na fronteira entre os dois países sul-americanos. A estratégia foi discutida nesta quinta-feira (27/8), em San Lorenzo, no Equador, durante reunião entre autoridades de Defesa e comandantes militares das três nações.

O encontro contou com a participação do comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis L. Donovan; do ministro da Defesa da Colômbia, Jorge Eduardo Mora; do comandante-geral das Forças Armadas colombianas, major-general Erick Rodríguez Aparicio; do ministro da Defesa do Equador, Gian Carlo Loffredo; e do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas equatorianas, general Henry Delgado Salvador.

Participou também da reunião o comandante da Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental dos EUA, major-general Kevin J. Jarrard.

Em publicação nas redes sociais, Donovan afirmou que a fronteira entre Colômbia e Equador é explorada há anos por organizações criminosas devido à posição geográfica e anunciou uma estratégia conjunta para impedir que os grupos utilizem a região como rota ou refúgio.

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“A fronteira entre a Colômbia e o Equador é um ponto de estrangulamento geográfico que os cartéis violentos exploram há muito tempo. Hoje, estamos mudando o jogo”, escreveu o general.

Segundo Donovan, os três países consolidaram uma estratégia para “caçar a liderança dos cartéis, destruir sua logística e negar-lhes permanentemente refúgio”.

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Comandante do Comando Sul, General Francis L. Donovan
Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia
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Comandante do Comando Sul, General Francis L. Donovan
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Comandante do Comando Sul, General Francis L. Donovan

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Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia
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Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia

Leonardo Castañeda/Getty Images
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Reprodução/Instagram

Coalizão contra os cartéis

  • A reunião ocorre após a Colômbia passar a integrar a Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis (A3C), iniciativa liderada por Washington para ampliar a cooperação entre países do continente no enfrentamento ao narcotráfico, ao terrorismo e às organizações criminosas transnacionais.
  • A entrada de Bogotá no grupo representa uma mudança importante na relação de segurança entre o governo de Donald Trump e a administração do presidente colombiano, Abelardo de la Espriella.
  • Washington considera a Colômbia um parceiro histórico no combate ao narcotráfico e atribui ao país papel estratégico na segurança do Hemisfério Ocidental.
  • A fronteira com o Equador, por sua vez, é considerada uma região relevante para a atuação de organizações criminosas envolvidas no tráfico internacional de drogas.
  • A administração prepara ainda uma reforma para classificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas.

EUA amplia combate ao narcotráfico na região

A articulação entre Washington, Bogotá e Quito também está inserida em uma estratégia mais ampla do governo Trump para ampliar a pressão sobre organizações criminosas no continente.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou recentemente que organizações classificadas por Washington como terroristas podem ser consideradas “alvos legítimos” em operações conduzidas em parceria com governos da região.

“Organizações terroristas designadas com governos parceiros serão alvo legítimo do governo dos Estados Unidos, com governos parceiros, incluindo a Colômbia”, afirmou.