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EUA: ataque contra Catar será considerado ameaça aos norte-americanos

No documento, a administração americana detalha que os EUA e o Catar têm uma estreita cooperação

01/10/2025 13:04, atualizado 01/10/2025 18:50
Reprodução/Redes sociais
Imagem colorida do presidente Donald Trump ao lado de Mohammed Bin

A Casa Branca anunciou, nesta quarta-feira (1º/10), que os Estados Unidos vão fornecer garantias à segurança e à integridade territorial do Catar contra “ataques externos”. A medida ocorre após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, desculpar-se com o premiê do país, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani, pelos bombardeios em Doha, onde lideranças do Hamas estavam reunidas.

O pedido de perdão aconteceu durante a reunião com Donald Trump para cessar-fogo em Gaza.

“Em reconhecimento a esse histórico e à luz das contínuas ameaças ao Estado do Catar representadas por agressões estrangeiras, é política dos Estados Unidos garantir a segurança e a integridade territorial do Estado do Catar contra ataques externos”, comunicou a Casa Branca.

Segundo o governo norte-americano, “os EUA considerarão qualquer ataque armado ao território, à soberania ou à infraestrutura crítica do Estado do Catar como uma ameaça à paz e à segurança dos EUA”.

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Primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani
O Emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani (à esquerda), participa do funeral em Doha do filho de Khalil Hayya, de quatro membros do Hamas e de um policial qatari que foram mortos em um ataque israelense que atingiu a delegação de negociações do Hamas no Catar, em 11 de setembro de 2025.
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O Emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani (à esquerda), participa do funeral em Doha do filho de Khalil Hayya, de quatro membros do Hamas e de um policial qatari que foram mortos em um ataque israelense que atingiu a delegação de negociações do Hamas no Catar, em 11 de setembro de 2025.

Amiri Diwan do Estado do Catar/Anadolu via Getty Images
Primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani
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Primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani

Turkish Foreign Ministry / Handout/Anadolu via Getty Images

No documento, a administração norte-americana detalha que os EUA e o Catar têm uma estreita cooperação, inclusive no que diz respeito às forças armadas das nações.

A boa relação com o país do Golfo correu risco de se desmantelar em 9 de setembro, quando Israel lançou uma ofensiva em Doha, na sede do escritório político do grupo Hamas, com o objetivo de assassiná-los.

Ao tomar conhecimento do ataque, Trump condenou os bombardeios. Com o propósito de recuperar e intensificar os laços, além das garantias de segurança, a Agência Central de Inteligência (CIA) e o Departamento de Estado dos EUA estreitarão laços para trabalhar em conjunto com o Catar.

A Casa Branca acrescentou que o Catar vai cooperar para resolução de conflitos e mediação no que diz respeito ao conflito na Faixa de Gaza. O país do Oriente Médio é visto como um dos principais intermediadores para um cessar-fogo entre Israel e Hamas, e os EUA reconhecem o esforço.

Trump não descarta sanções econômicas ou até meios militares caso algum país ataque o Catar. “No caso de tal ataque, os Estados Unidos tomarão todas as medidas legais e apropriadas — incluindo medidas diplomáticas, econômicas e, se necessário, militares”, reforçou.