Estudo indica que comícios de Trump infectaram 30 mil pessoas com Covid-19
Ao jornal The New York Times, Judd Deere, porta-voz da Casa Branca, disse que o estudo tem fundamentos “políticos”
atualizado
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Um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, sugere que os 18 comícios de Donald Trump – que tem ignorado as recomendações de distanciamento social – em busca da reeleição foram responsáveis por pelo menos 30 mil novos casos de Covid-19 no país.
Quanto às mortes, teria havido um aumento de 700 nos registros, “não necessariamente entre pessoas que compareceram aos eventos”, ressaltaram os pesquisadores no texto.
Para chegar aos números, a pesquisa comparou os casos confirmados da doença em cada um dos 18 condados que receberam os eventos de Trump. Para isso, analisaram os números pré e pós comícios, com até 10 semanas entre as datas. Além disso, compararam as curvas das regiões com as de outros condados de proporções semelhantes.
Casa Branca reagiu
Ao jornal The New York Times, Judd Deere, porta-voz da Casa Branca, disse que o estudo tem fundamentos “políticos e tem base em suposições frágeis que buscam envergonhar os apoiadores de Trump”.
O coordenador do estudo e do setor de Economia da Universidade de Stanford, o professor B. Douglas Bernheim, respondeu. Segundo ele, é comum no meio acadêmico da economia divulgar pesquisas na internet antes de publicá-las para que outros especialistas possam comentá-las e a política não foi a principal motivação da análise.
“Há um debate em torno das consequências econômicas das restrições e das consequências na saúde das transmissões (do vírus) e eu, como economista, penso que esta discussão é importante e apropriada”, afirmou.








