Espaço aéreo fechado na Venezuela deixa brasileiros “presos” no Caribe. Vídeo
Ao Metrópoles, a Gol informou que já enviou uma aeronave para trazer os brasileiros de volta. Brasileiros reclamam que estão sem cuidados
atualizado
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Cerca de 100 brasileiros estão presos, desde o último sábado (3/1), no Aeroporto Internacional Rainha Beatriz, em Aruba, no Sul do Caribe, ao norte da costa da Venezuela, devido ao fechamento do espaço aéreo venezuelano.
Os brasileiros deveriam deixar o país caribenho às 23h (horário local), mas o voo com destino a Guarulhos (SP) foi cancelado porque sobrevoaria o espaço aéreo venezuelano, afetado pelo ataque dos Estados Unidos à capital Caracas.
A empresária Fernanda Souza, 30 anos, detalha que ficou sabendo do cancelamento através de um e-mail enviado pela companhia aérea Gol.
“Estamos em um um grupo de aproximadamente 100 brasileiros, fomos ao aeroporto ontem, lá não existe nenhum guichê ou funcionário da Gol para nos dar nenhuma informação”, disse a brasileira.
Ao Metrópoles, Fernanda disse que a malha aérea de Aruba é escassa, tendo apenas dois voos para o Brasil por semana. Ela explica que alguns brasileiros conseguiram se realocar no próximo voo, mas que as vagas acabaram e agora esperam respostas da companhia aérea e do aeroporto.
Em resposta a reportagem, a Gol informou que já enviou uma aeronave para trazer os brasileiros de volta. O destino final do voo era o aeroporto de Guarulhos (SP).
“Eles também já foram avisados e estão recebendo o apoio necessário”, explicou a Gol.
No entanto, os brasileiros negam que tenham sido informados sobre o novo voo e que não estão recebendo apoio em Aruba. “Nem torrada e água no aeroporto. Nem funcionário da Gol existe no aeroporto”, pontua Fernanda.
A empresária Fernanda Souza chegou no dia 27 de dezembro ao Caribe para passar as comemorações de Ano Novo com a noiva e um amigo. Ela disse que o grupo de brasileiros entrou em contato com a embaixada brasileira, em que receberam a resposta que apenas a Gol poderia remarcar ou cancelar a reserva.
EUA x Venezuela
- Os Estados Unidos atacaram, neste sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
- O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que capturou o presidente Nicolás Maduro.
- A Embaixada dos EUA em Bogotá afirmou estar ciente diante das explosões em Caracas e pediu para que nenhum norte-americano viaje até a Venezuela por “nenhum motivo e evite as fronteiras da Venezuela com a Colômbia, o Brasil e a Guiana”.
- Desde o início da ofensiva militar norte-americana na região, sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas, as tensões se prolongaram.
- Em meio ao agravamento do cenário, Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
Na madrugada desse sábado (3/1), os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram Maduro, levando-o para fora do território venezuelano.
