Embaixador de Israel no Brasil rebate fala de Mauro Vieira na ONU

Ao Metrópoles embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, criticou a postura do chanceler brasileiro durante reunião da ONU

atualizado

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Embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine - Metrópoles
1 de 1 Embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine - Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, rebateu a declaração do chanceler Mauro Vieira durante conferência na Organização das Nações Unidas (ONU), na qual o ministro brasileiro defendeu a solução de dois Estados para a guerra entre judeus e palestinos.

Ao Metrópoles o diplomata disse não concordar com as posições expressas pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, e culpou os árabes pela não existência de um Estado palestino.

Nas palavras de Zonshine, os árabes que viviam no território palestino “não aceitaram a solução de dois Estados, atacaram Israel e perderam o que haviam iniciado” na década de 1940. Anos mais tarde, diz o embaixador, os palestinos não se esforçaram para a construção do Estado da Palestina em 2005, quando Israel se retirou completamente da Faixa de Gaza. Mas, segundo o diplomata, eles preferiram “preparar ataques a Israel”.

Além disso, o diplomata voltou a criticar a postura do governo brasileiro ao não citar o ataque do Hamas contra o território israelense, em outubro de 2023.

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Na ONU, Mauro Vieira debate sobre conflito na Faixa de Gaza
Embaixador de Israel, Daniel Zonshine ouviu crítica de Bolsonaro a Lula
“Eles [Hamas] atiram por dentro da população, por dentro das áreas residenciais", afirmou o mbaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine
Chanceler brasileiro, Mauro Vieira
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Chanceler brasileiro, Mauro Vieira

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Na ONU, Mauro Vieira debate sobre conflito na Faixa de Gaza
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Na ONU, Mauro Vieira debate sobre conflito na Faixa de Gaza

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Embaixador de Israel, Daniel Zonshine ouviu crítica de Bolsonaro a Lula
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Embaixador de Israel, Daniel Zonshine ouviu crítica de Bolsonaro a Lula

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“Eles [Hamas] atiram por dentro da população, por dentro das áreas residenciais", afirmou o mbaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine
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“Eles [Hamas] atiram por dentro da população, por dentro das áreas residenciais", afirmou o mbaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine

Igo Estrela/Metropoles

“Nem uma palavra menciona os ataques do Hamas a Israel em 7/10, nem sequer menciona que há uma guerra na área. Muito equilibrado. Nem mesmo um salto simbólico para o fato de o Hamas manter 50 reféns em condições desumanas, pessoas que foram sequestradas de suas casas durante o ataque. Então, perdoem-me se discordo das acusações feitas lá”, declarou o embaixador de Israel no Brasil.

Zonshine admitiu que a atual situação no enclave palestino, que elevou as críticas e a pressão internacional contra Israel, não é boa; por isso, afirmou que o governo israelense espera libertar os reféns que estão sob o domínio do Hamas, acabar com a presença do grupo em Gaza e deixar a região.

“Se os palestinos escolherem esse caminho positivo, encontrarão muitos países, entidades e parceiros para esse esforço, incluindo Israel”, destacou.

Conferência na ONU

No início da semana, um grupo de países fez uma conferência internacional da ONU para debater a crise em Gaza e buscar soluções para o conflito.

O chanceler do Brasil, Mauro Vieira, falou sobre o uso da lei internacional contra “alegações credíveis de genocídio” contra palestinos, e defendeu a solução de dois Estados.

Além disso, o ministro defendeu o apoio à admissão da Palestina como membro pleno da ONU, o fim dos assentamentos israelenses ilegais na região e a imposição de sanções contra colonos israelenses.

Ao fim da reunião, uma declaração foi adotada por 17 países, entre eles o Brasil. O texto pede a entrada da ajuda humanitária em Gaza, a rejeição do “uso da fome como método de guerra”, além do desarmamento e fim do governo do Hamas no enclave palestino.

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