Em protestos nos EUA, manifestante é baleado e quatro são esfaqueados
Em atos contrários ao resultado das eleições dos EUA, simpatizantes de Trump entraram em confronto com grupos pelo país
atualizado
Compartilhar notícia

Apoiadores do presidente Donaldo Trump realizaram atos de protesto em várias cidades dos Estados Unidos no sábado (12/12) para protestar contra os resultados da eleição presidencial. Embora não haja indícios, eles alegam que o pleito foi fraudado e contestam a vitória de Joe Biden nas urnas.
Em algumas cidades, houve confrontos dos simpatizantes de Trump com grupos contrários. Na capital do país, Washington, quatro manifestantes foram esfaqueados. Segundo o jornal The New York Times, uma pessoa acabou baleada em Olympia, capital do estado de Washington.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, é possível ouvir um tiro no momento em que manifestantes contrários a Trump avançam em direção aos apoiadores do presidente em Olympia. Após o disparo, um integrante do grupo contrário a Trump cai no chão e outras pessoas pedem ajuda. Em outra gravação, um homem portando uma arma foge do local do confronto. As informações são do G1.
O porta-voz da Polícia do Estado de Washington, Chris Loftis, afirmou ao The New York Times que duas pessoas estavam sob custódia suspeitas de participação no caso, mas não deu detalhes. O estado de saúde da vítima baleada não foi divulgado.
Também em Washington, cerca de 200 membros da milícia nacionalista de extrema-direita Proud Boys se juntaram ao protesto a favor de Trump. Muitos reproduziam com as mãos gestos de supremacistas brancos e usavam uniformes de combate, camisetas pretas e amarelas, coletes à prova de balas e capacetes.
A organização entrou em confronto com integrantes do movimento antifascista. A polícia agiu rapidamente para separá-los e atirou spray de pimenta contra ambos os grupos. Ao menos 23 pessoas foram presas na capital dos Estados Unidos.
Derrota nas urnas e na Justiça
Na sexta-feira (11/12), a Suprema Corte dos Estados Unidos negou o pedido do procurador-geral do Texas para anular o resultado das eleições presidenciais em estados-chave que deram vitória a Biden. Foi mais um revés da tentativa de Trump de reverter a derrota nas urnas.
Na ação, o Texas alegava que as regras de voto por correspondência na Geórgia, em Michigan, na Pensilvânia e em Wisconsin não eram justas. Biden venceu nesses quatro estados em novembro — em todos eles, Trump havia saído vencedor em 2016.
Na decisão, a Suprema Corte — de maioria conservadora — decidiu que não vai sequer avaliar o mérito: a ordem publicada diz que o Texas não tem base legal para solicitar uma mudança de resultado eleitoral em outros estados.”O Texas não demonstrou um interesse juridicamente previsto sobre a maneira com a qual outro estado conduz suas eleições”, diz a decisão da Suprema Corte.






