Em celebração, papa Leão XIV lembra luta de Dorothy Stang na Amazônia

Freira dos EUA, que morava havia 40 anos no Brasil, foi assassinada em 2005 por trabalhar em defesa de comunidades camponesas na Amazônia

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O papa Leão XIV prestou homenagem, neste domingo (14/9), à freira norte-americana Dorothy Stang, assassinada a tiros em 2005, em Anapu, no sudoeste do Pará, por sua militância em defesa da Amazônia.

O pontífice celebrou, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, uma cerimônia em homenagem aos “novos mártires e testemunhas da fé” do século XXI, e citou Dorothy Stang entre os nomes homenageados.

“Penso na força evangélica da irmã Dorothy Stang, empenhada na causa dos sem-terra na Amazônia. Quando aqueles que se preparavam para matá-la lhe perguntaram se estava armada, ela mostrou a Bíblia e respondeu: ‘Esta é a minha única arma’”, declarou o papa. “Não podemos, não queremos esquecer. Queremos recordar!”, finalizou.

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Em 12 de fevereiro de 2005, aos 73 anos, a missionária norte-americana e naturalizada brasileira Dorothy Mae Stang foi assassinada com seis tiros, na cidade de Anapu, no Pará
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Papa Leão XIV
Missionária norte-americana Dorothy Stang. Na foto, o túmulo de Dorothy Stang, em Anapu
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Missionária norte-americana Dorothy Stang. Na foto, o túmulo de Dorothy Stang, em Anapu

Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil
Em 12 de fevereiro de 2005, aos 73 anos, a missionária norte-americana e naturalizada brasileira Dorothy Mae Stang foi assassinada com seis tiros, na cidade de Anapu, no Pará
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Em 12 de fevereiro de 2005, aos 73 anos, a missionária norte-americana e naturalizada brasileira Dorothy Mae Stang foi assassinada com seis tiros, na cidade de Anapu, no Pará

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Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images

Assassinato de Dorothy Stang

A missionária norte-americana Dorothy Stang, de 73 anos, viveu 40 anos no Brasil e era conhecida pelo ativismo na Amazônia, em defesa de comunidades de camponeses e assentamentos sustentáveis.

Marcada para morrer há mais de quatro anos antes do crime, ela era alvo de fazendeiros e madeireiros da região. Apesar de denunciar repetidas vezes as ameaças à polícia, nunca recebeu proteção.

No dia do crime, o assassino se infiltrou entre os trabalhadores liderados pela missionária, caminhava a seu lado por uma trilha na mata, a 50 quilômetros da sede do município, chegou a trocar algumas palavras com ela, para, em seguida, sacar a arma e atirar.

O pistoleiro, reconhecido por várias testemunhas, fugiu após o crime, mas foi preso e condenado. Segundo a investigação, a morte foi encomendada por dois fazendeiros da região.

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