México vive onda de violência após morte de El Mencho, com 62 mortos
Entre os mortos, estão 25 membros da Guarda Nacional do país, segundo o ministro de Segurança mexicano
atualizado
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Ao menos 62 pessoas morreram em uma onda de violência atribuída ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) após operação que resultou na morte de seu líder, Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23/2) pelo ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch.
El Mencho foi morto nesse domingo (22/2), durante ação das Forças Armadas em Tapalpa, no estado de Jalisco. Considerado o narcotraficante mais procurado do país, ele era alvo das autoridades mexicanas e norte-americanas havia anos. A morte desencadeou ataques em diferentes regiões do México.
Segundo Harfuch, 25 membros da Guarda Nacional morreram em seis ataques distintos registrados em Jalisco. Também foram mortos um agente penitenciário, uma integrante do Ministério Público estadual e uma mulher que não teve a identidade divulgada.
Além disso, 34 suspeitos de integrar organizações criminosas morreram em confrontos em Jalisco e no estado de Michoacán.
Outras 70 pessoas foram presas em sete estados durante os atos violentos organizados por integrantes do cartel, conforme informou o ministro. “Estamos monitorando de perto qualquer tipo de reação ou reestruturação dentro do cartel que possa levar à violência”, declarou.
O secretário de Defesa, Ricardo Trevilla, afirmou que o paradeiro de El Mencho foi descoberto após uma visita da namorada do narcotraficante.
A escalada de violência levou à suspensão de aulas e de serviços de transporte público em diversas regiões. O aeroporto de Guadalajara registrou relatos de tiros e cancelamento de voos.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que espera a normalização das operações aéreas até esta terça-feira (24/2). Segundo ela, o governo federal atua em “absoluta coordenação” com as autoridades estaduais e, na maior parte do país, a situação é de normalidade.
Sheinbaum tem rejeitado publicamente qualquer possibilidade de intervenção militar estrangeira, afirmando que ataques unilaterais violariam a soberania do país.
Quem era El Mencho
O chefe do CJNG nasceu em 17 de julho de 1966, na cidade de Aguililla, no estado mexicano de Michoacán. Segundo a agência antidrogas norte-americana, a DEA (Drug Enformecent Administration), El Mencho tinha 1,70 m de altura e pesava 68 kg.
Ex-policial, Oseguera liderava o CJNG, organização que se expandiu rapidamente na última década e passou a dominar rotas estratégicas do narcotráfico no México, com presença confirmada em alguns estados, como Jalisco, Colima e Veracruz, além de operações em outras regiões do país.
De acordo com a DEA, o grupo se consolidou como uma das organizações criminosas mais implacáveis do México, responsável pela produção e distribuição de drogas sintéticas, incluindo metanfetamina e fentanil, destinadas principalmente ao mercado norte-americano.
Além disso, a agência antidrogas oferecia até US$ 15 milhões (cerca de R$ 75 milhões) por informações que levassem à captura do narcotraficante.













