Eduardo Bolsonaro cita Papuda e acusa Moraes de querer matar seu pai
O deputado, que está autoexilado nos EUA, relatou que Moraes “só não mandará Bolsonaro para a Papuda se houver uma influência mais forte”
atualizado
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta terça-feira (23/9), em entrevista ao Contexto Metrópoles, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é um “ser totalmente político” e que deseja matar seu pai, Jair Bolsonaro (PL), condenado pela Primeira Turma da Corte a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por cinco crimes, entre eles tentativa de golpe de Estado.
Veja:
“O Alexandre de Moraes é um ser totalmente político. Eu já sei que ele quer matar o meu pai”, afirmou Eduardo.
O deputado, que está autoexilado nos EUA, avaliou que Moraes “só não mandará Bolsonaro para a Papuda se houver uma influência mais forte do entorno dele”. “E eu não acredito nas promessas futuras do Moraes”, destacou Eduardo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por cinco crimes, entre eles o de golpe de Estado.
Processos contra Eduardo Bolsonaro
O Conselho de Ética da Câmara instaurou nesta terça-feira (23/9) um processo disciplinar contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O trâmite pode levar à cassação do mandato do filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está autoexilado nos Estados Unidos (EUA) desde março.
O colegiado sorteou três nomes para relatar o caso. Foram eles: Duda Salabert (PDT-MG), Paulo Lemos (PSol-AP) e Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-AP). A partir da lista tríplice, o presidente do Conselho, deputado Fabio Schiochet (União Brasil-SC), definirá a relatoria.
Na segunda-feira (22/9) a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo Bolsonaro ao STF pelo crime de coação no curso do processo. O Ministério Público Federal avalia que o deputado tentou influenciar rumos de ações contra o pai por meio das sanções econômicas do governo Donald Trump ao Brasil.
O ministro do Alexandre de Moraes, do STF, concedeu 15 dias para que Eduardo apresente sua defesa prévia em relação à denúncia da PGR.