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Os líderes do Senado dos Estados Unidos chegaram a um acordo nesta quarta-feira (7/2) para viabilizar o orçamento federal americano por dois anos, adicionando mais de US$ 200 bilhões em gastos federais. O acordo ainda precisa ser ratificado na Câmara, onde enfrenta resistência de líderes dos dois partidos.

O acordo entre os senadores Mitch McConnell, do Kentucky, o líder da maioria republicana, e Chuck Schumer, de Nova York, líder dos democratas, elevaria os rígidos limites impostos aos gastos militares e domésticos em vigência desde 2011 como parte de um acordo com o presidente Barack Obama.

O acordo fará com que os déficits orçamentários federais cresçam ainda mais, para além dos efeitos da revisão fiscal abrangente que os legisladores aprovaram em dezembro. No entanto, o entendimento viabiliza o uso de bilhões de dólares para áreas como infra-estrutura, a crise dos opióides, hospitais e pesquisa em saúde, segundo relatou uma fonte ao jornal New York Times.

Também inclui ajuda financeira a alívio de desastres para áreas atingidas pelos furacões do ano passado e incêndios florestais. “Espero que possamos construir esse impulso bipartidário e tornar 2018 um ano de conquista significativa para o Congresso, para os nossos eleitores e para o país que todos amamos”, disse McConnell.

O acordo ainda deve enfrentar dificuldades, particularmente na Câmara, onde os republicanos conservadores estão recusando o aumento de gastos e os democratas liberais querem mais garantias sobre a imigração.

O anúncio do entendimento ocorreu no momento em que o Congresso enfrenta mais uma ameaça de paralisação do governo, caso o acordo não seja aprovado pelas duas casas do Congresso americano até quinta-feira (8). Na terça (6), enquanto democratas e republicanos negociavam, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não aceitaria uma proposta que não contemplasse seu projeto de muro na fronteira com o México e a alteração na concessão de vistos a estrangeiros. “Eu adoraria ver mais uma paralisação se não nos entendêssemos neste ponto”, declarou Trump.