Carros Tesla poderão ser comprados com Bitcoin

Por enquanto, o serviço só está disponível nos Estados Unidos, mas a expansão para outros países tem previsão para este ano ainda

atualizado 24/03/2021 12:45

Tesla Modelo XTesla/Divulgação

O presidente executivo da Tesla, Elon Musk, confirmou nesta quarta-feira (24/03) que os veículos da empresa poderão ser comprados com Bitcoin – a moeda digital mais usada no mundo.

Por enquanto, o serviço só está disponível nos Estados Unidos, mas a expansão para outros países tem previsão para acontecer ainda este ano.

A transação em Bitcoin, entretanto, possui algumas condições, como não poder ser revertida. Além disso, o valor dos carros continua sendo cobrado em dólar, portanto o cliente pagará o Tesla de acordo com a cotação atual.

A empresa também informou pelo site oficial que há um programa interno para gerenciar os pagamentos, os quais serão mantidos em Bitcoin ao invés de revertidos para outras moedas.

Musk também informou que a criptomoeda passa por alta volatilidade, o que significa que os preços do veículo podem ser significativamente mais baixos se pagos com Bitcoin.

Sob os efeitos da pandemia da Covid-19, que promoveu crises fiscais no mundo todo, o Bitcoin passou a ser visto como uma reserva segura contra a inflação.

Nesse contexto, é possível perceber cada vez mais a entrada de investidores institucionais, como a Fidelity Investments, a MicroStrategy, o fundador do Twitter, entre outros. O PayPal, empresa de pagamentos Online, também deu um passo importante e passou a aceitar transações com Bitcoin nos Estados Unidos.

Brasil e as moedas digitais

No rastro do aumento da popularidade das moedas digitais, o Brasil estuda lançar a sua própria em 2022, o que para especialistas pode ajudar na recuperação da economia, facilitando o comércio on-line.

O Banco Central (BC) informou ao Metrópoles que um grupo de trabalho intergovernamental está “finalizando o estudo” sobre o tema em suas diversas dimensões. A equipe atua desde agosto, e o primeiro prazo para que apresente a conclusão dos estudos se encerra em fevereiro.

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O presidente do BC, Roberto Campos Neto, é um dos maiores entusiastas da medida. Em novembro, ele afirmou que a pandemia do novo coronavírus deve acelerar essa tomada de decisão pelo Brasil.

“A gente vai para um processo de ter uma moeda digital em algum momento. E acredito que esse processo foi acelerado na pandemia pela quantidade de pagamentos a distância e pelas compras on-line”, afirmou.

Uma pesquisa da Mastercard e Americas Market Intelligence (AMI) mostrou que 46% dos brasileiros aumentaram o volume de aquisições pela internet no decorrer da crise sanitária, o que propicia ainda mais o crescimento das moedas digitais no cenário.

 

 

 

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