Mulheres e meninas são as principais vítimas de tráfico humano

Segundo Organização Internacional do Trabalho (OIT), mundo tem pelo menos 21 milhões de pessoas coagidas por trabalho forçado

atualizado 30/07/2018 12:53

ELLAN LUSTOSA/ESTADÃO CONTEÚDO

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) revela que 71% das vítimas de tráfico de pessoas são crianças e mulheres. No Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, celebrado nesta segunda-feira (30/7), a ONU apela para que os países fortaleçam as formas de combater esse crime. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) calcula que o mundo tenha pelo menos 21 milhões de vítimas de trabalho forçado. O número exato é desconhecido.

Segundo a relatora especial da ONU sobre tráfico de pessoas, Maria Grazia Giammarinaro, muitas pessoas são enganadas por criminosos e traficantes com promessas de proteção e de uma vida melhor, principalmente imigrantes e refugiados.

Ameaça
Para a relatora, o clima político atual contra a imigração trata as pessoas como ameaça, quando elas podem contribuir para a prosperidade dos países onde vivem e trabalham. Maria Grazia ressaltou que os países têm a obrigação de evitar o tráfico, classificado como violação dos direitos humanos. Ela citou o Pacto Global para Migração, que estabelece que os países devem ter medidas individuais e indicadores de identificação dos migrantes propensos a tráfico e à exploração, incluindo os mecanismos internacionais de proteção.

O pacto deve ser adotado durante o encontro internacional no Marrocos, em dezembro deste ano. O comunicado ressalta que, em todo mundo, a sociedade e organizações civis têm desempenhado um papel importante para salvar vidas e proteger as pessoas do tráfico durante operações de busca e resgate. A relatora finaliza o comunicado dizendo que, mesmo em tempo difíceis, a inclusão é a resposta para salvar as pessoas.

Últimas notícias