Deputado pede ajuda da ONU após STF impor tornozeleira a Bolsonaro

Deputado afirma que Jair Bolsonaro é vítima de perseguição e possível violação aos direitos humanos no Brasil

atualizado

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Filipe Barros e Jair Bolsonaro
1 de 1 Filipe Barros e Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução Facebook

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) impor o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Filipe Barros (PL) pediu ajuda da Organização das Nações Unidas (ONU) e outros organismos internacionais. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (18/7) pelo parlamentar, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados. 

Na rede social X, Barros classificou a recente decisão contra o ex-presidente como “perseguição”. Por isso, pediu providências urgentes do Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk. Além disso, o deputado acionou o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Entre os casos apontados pelo parlamentar, por meio de ofícios e representações, estão a “criminalização da dissidência política no Brasil”, “ameaça à ordem democrática brasileira” e a “possível violação de direitos políticos e do devido processo legal”.

Barros é o presidente da CREDN desde março. Ele foi alçado ao cargo após Eduardo Bolsonaro (PL), antes apontado como o nome para chefiar a comissão na Câmara, se licenciar do mandato parlamentar em busca de retaliações contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos.

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Comboio que trouxe o ex-presidente Jair Bolsonaro ao Centro integrado de monitoração Eletrônica (CIME), para colocar a tornozeleira eletrônica
Bolsonaro chegando ao Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME)
Jair Bolsonaro responde jornalistas ao deixar o Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME)
Bolsonaro responde questionamentos de jornalistas
Câmara aponta ameaça a Jair Bolsonaro em fala de ex-presidente da OAB
Fachada do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME)
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Fachada do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Comboio que trouxe o ex-presidente Jair Bolsonaro ao Centro integrado de monitoração Eletrônica (CIME), para colocar a tornozeleira eletrônica
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Comboio que trouxe o ex-presidente Jair Bolsonaro ao Centro integrado de monitoração Eletrônica (CIME), para colocar a tornozeleira eletrônica

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Câmara aponta ameaça a Jair Bolsonaro em fala de ex-presidente da OAB
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Bolsonaro nega intenção de deixar o Brasil
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Jair Bolsonaro fala com a imprensa
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Bolsonaro na mira da PF

Em meio ao julgamento no STF, onde enfrenta a acusação de ter chefiado uma organização criminosa que planejou um golpe de Estado em 2022, Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (18/7). Além de ações de busca e apreensão, medidas cautelares foram impostas contra o ex-presidente, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais. 

De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, responsável pelos pedidos e pela autorização da operação policial, as medidas preventivas foram tomadas para evitar uma possível fuga de Bolsonaro do país, em meio ao julgamento que corre no STF. 

Segundo a PF, Bolsonaro, ao lado do filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro, atuou para que sanções fossem impostas pelos EUA contra autoridades brasileiras. O objetivo, de acordo com as investigações, é impedir o funcionamento do STF, e consequentemente da ação que pode levar a uma condenação do ex-presidente brasileiro.

A operação contra Bolsonaro surge após o presidente norte-americano, Donald Trump, taxar em 50% as exportações de produtos do Brasil para os EUA. Em recentes declarações, o líder republicano confirmou que a medida possuí um plano de fundo político, e é uma retaliação direta ao julgamento do ex-presidente no STF. 

 

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