Ilha de Epstein: imagens inéditas revelam o local dos crimes sexuais

Divulgação das imagens ocorre às vésperas da liberação dos arquivos que podem expor envolvidos no caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein

atualizado

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ilha de epstein (10)
1 de 1 ilha de epstein (10) - Foto: Divulgação/Partido Democrata

Democratas da Comissão de Supervisão da Câmara divulgaram, nesta quarta-feira (3/12), imagens inéditas da mansão do criminoso sexual Jeffrey Epstein, em uma ilha particular no Caribe. O material lança nova luz sobre o local considerado o epicentro dos abusos cometidos pelo bilionário durante décadas.

Confira as imagens:

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9 imagens
Banheiro dentro da mansão
Quarto dentro da mansão
Um dos registros mostra um quadro-negro com palavras como “poder”, “engano”, “conspirações” e “político”
Telefone fixo com botões de discagem rápida, identificados com nomes como “Darren”, “Rich”, “Mike”, “Patrick” e “Larry”
Ambiente com uma cadeira semelhante à de dentista
Imagens revelam quartos e banheiros intactos
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Imagens revelam quartos e banheiros intactos

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Banheiro dentro da mansão
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Banheiro dentro da mansão

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Quarto dentro da mansão
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Quarto dentro da mansão

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Um dos registros mostra um quadro-negro com palavras como “poder”, “engano”, “conspirações” e “político”
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Um dos registros mostra um quadro-negro com palavras como “poder”, “engano”, “conspirações” e “político”

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Telefone fixo com botões de discagem rápida, identificados com nomes como “Darren”, “Rich”, “Mike”, “Patrick” e “Larry”
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Telefone fixo com botões de discagem rápida, identificados com nomes como “Darren”, “Rich”, “Mike”, “Patrick” e “Larry”

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Ambiente com uma cadeira semelhante à de dentista
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Ambiente com uma cadeira semelhante à de dentista

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Democratas da Comissão de Supervisão da Câmara divulgaram imagens inéditas feitos na ilha particular do criminoso sexual Jeffrey Epstein, no Caribe
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Democratas da Comissão de Supervisão da Câmara divulgaram imagens inéditas feitos na ilha particular do criminoso sexual Jeffrey Epstein, no Caribe

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Nomes de mulheres presentes em objetos e anotações foram censurados por precaução
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Nomes de mulheres presentes em objetos e anotações foram censurados por precaução

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Mansão fica em uma ilha particular no Caribe
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Mansão fica em uma ilha particular no Caribe

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As imagens revelam quartos e banheiros intactos, um ambiente com uma cadeira semelhante à de dentista e máscaras na parede, além de um telefone fixo com botões de discagem rápida, identificados com nomes como “Darren”, “Rich”, “Mike”, “Patrick” e “Larry”. Um dos registros mostra um quadro-negro com palavras como “poder”, “engano”, “conspirações” e “político”.

O comitê afirma que as fotos nunca haviam sido publicadas e foram tiradas na Ilha Little St. James, nas Ilhas Virgens Americanas. Nomes de mulheres presentes em objetos e anotações foram censurados por precaução.

Segundo o deputado Robert Garcia, principal democrata do painel, a divulgação busca “garantir transparência” e ajudar a reconstruir “o quadro completo dos crimes horríveis de Epstein”.

Pressão por transparência aumenta após nova lei

A publicação ocorre dias após Donald Trump sancionar a lei que obriga o Departamento de Justiça (DOJ) a liberar todos os documentos federais relacionados a Epstein. A medida, aprovada pelo Congresso por ampla margem bipartidária, determina que o governo divulgue, em até 30 dias, registros bancários, entrevistas e materiais não classificados acumulados por mais de uma década de investigações.

Apesar disso, parlamentares duvidam do cumprimento do prazo. Uma nova investigação aberta pelo próprio governo Trump levantou suspeitas de que poderá atrasar ou justificar cortes nos documentos, sob alegação de proteger vítimas ou de que a apuração em andamento impede a liberação plena.

Isolamento, abusos e influência política

As ilhas Little St. James e Great St. James sempre foram foco de investigadores. Epstein usava as propriedades para receber amigos influentes e operar sua rede de tráfico sexual longe do escrutínio público.

A vítima Virginia Giuffre relatou, em memórias póstumas, que foi violentada com brutalidade por um “líder mundial não identificado” em uma das ilhas, quando tinha 18 anos.

Ambas as ilhas foram vendidas em 2023 ao bilionário Stephen Deckoff, que não comentou o caso. O Comitê de Supervisão, porém, segue investigando transações e benefícios fiscais que Epstein teria obtido nas Ilhas Virgens por meio de relações políticas e comerciais.

Documentos financeiros

O painel recebeu cerca de 5 mil documentos do JP Morgan e do Deutsche Bank, que tratam dos registros financeiros de Epstein. Segundo um porta-voz, o material “abrirá novas linhas de investigação”.

O comitê já divulgou mais de 65 mil páginas relacionadas ao caso e agora pressiona figuras centrais: Ghislaine Maxwell avisou que permanecerá em silêncio; Bill e Hillary Clinton foram intimados e podem enfrentar medidas de desacato.

Republicanos criticaram a divulgação de apenas uma pequena amostra de fotos pelos democratas, acusando o partido de “selecionar informações”.

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