Cuba nega que esteja em “estado de guerra” após cerco dos EUA
Presidente de Cuba, Díaz-Canel, diz que plano é preventivo diante de ameaças do governo norte-americano
atualizado
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nessa quinta-feira (5/2) que o país não entrou em estado de guerra, mas está se preparando para essa possibilidade, caso seja necessário.
“Não está dizendo que passamos ao estado de guerra. Está dizendo que estamos nos preparando para o caso de ser necessário passar ao estado de guerra em algum momento”, disse o cubano.
A declaração foi feita após a divulgação de uma nota do Conselho de Defesa Nacional que gerou interpretações de que Havana estaria adotando medidas bélicas imediatas.
Segundo ele, a publicação do comunicado foi intencionalmente transparente. “E isso foi publicado porque não escondemos”, reforçou.
A nota do Conselho de Defesa Nacional, informa que o órgão se reuniu “para analisar e aprovar os planos e medidas para a passagem ao estado de guerra, como parte da preparação do país sob a concepção estratégica da guerra de todo o povo”.
Contexto regional
- O anúncio ocorre em meio à escalada de tensões entre Cuba e os Estados Unidos.
- Segundo Díaz-Canel, o plano de “preparação para a defesa” foi implementado após uma análise dos acontecimentos recentes na região.
- Ele incluiu a ação militar dos EUA na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, além de ao menos 100 mortos, entre eles 32 combatentes cubanos.
- O presidente cubano também citou como fatores de preocupação as ameaças de Washington à região e as medidas adotadas pelo governo norte-americano para dificultar o fornecimento de combustível à ilha, como a autorização de tarifas contra países que continuem vendendo ou fornecendo petróleo a Cuba.
- De acordo com Díaz-Canel, o plano de prontidão da defesa está estruturado sob o princípio da “guerra de todo o povo” e envolve o fortalecimento das capacidades defensivas em todos os níveis, com participação da população.
Apesar do discurso firme, o governo cubano sinalizou o desejo de caminhar pela via diplomática com os Estados Unidos.
Díaz-Canel afirmou que Havana está disposta a conversar “sem pressões, sem pré-condições e em pé de igualdade”, desde que haja respeito à soberania, independência e autodeterminação do país.
Ainda na quinta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que a Era Trump 2.0 avalia que Cuba vive seus “últimos momentos” e estaria à beira do colapso, mas ressaltou que o presidente Donald Trump permanece aberto ao caminho diplomático.








