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Após aceno de Trump, Cuba diz estar disposta a retomar diálogo com EUA

Chancelaria de Cuba condena terrorismo, propõe diálogo com governo de Donald Trump e ressalta que não abrirá mão da soberania nacional

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Montagem mostra o presidente de Cuba à esquerda e o dos EUA à direita
1 de 1 Montagem mostra o presidente de Cuba à esquerda e o dos EUA à direita - Foto: Horacio Villalobos/Getty Images – Kevin Dietsch/Getty Images

Cuba declarou nesse domingo (1º/2) que está disposta a retomar e expandir a cooperação com os Estados Unidos em temas de segurança, desde que o diálogo ocorra com respeito mútuo e sem concessões à soberania nacional. A posição foi divulgada em comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores do país caribenho.

Na nota, o governo cubano reforça que não representa ameaça à segurança dos EUA e adota uma política rigorosa contra qualquer forma de terrorismo.

“Cuba declara categoricamente que não abriga, apoia, financia ou permite organizações terroristas ou extremistas”, informa o texto.

A chancelaria também destacou que Cuba mantém tolerância zero em relação ao financiamento do terrorismo e à lavagem de dinheiro, atuando na prevenção e no combate a crimes financeiros, conforme padrões internacionais.

Segundo o comunicado, eventuais contatos passados com indivíduos posteriormente classificados como terroristas ocorreram apenas em contextos humanitários e ligados a processos de paz reconhecidos internacionalmente, sempre de forma transparente.

O governo afirmou, também, que nunca facilitou ações hostis contra Washington e que não permitirá que seu território seja usado contra qualquer outra nação.

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Sinalização de Trump

A manifestação de Cuba ocorre após Donald Trump afirmar ver chances de um acordo com Cuba que possa evitar ações militares norte-americanas contra o país. Segundo o republicano, Washington estaria conversando com “as pessoas mais altas” do governo cubano.

Washington cortou o fornecimento de petróleo à ilha e impôs tarifas a países que vendem combustível ao governo cubano, como forma de pressionar o regime.

Cooperação bilateral

Apesar das ressalvas, o Ministério das Relações Exteriores reiterou a disposição de reativar e ampliar a cooperação bilateral para enfrentar ameaças transnacionais comuns.

“O diálogo construtivo, a cooperação lícita e a coexistência pacífica beneficiam os povos cubano e norte-americano”, diz o comunicado, que defende uma relação baseada no direito internacional, em interesses mútuos e em resultados concretos.

O bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba já dura mais de 60 anos. Em junho, Trump endureceu ainda mais as sanções e proibiu o turismo norte-americano no país.

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