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Mundo

Coreia: novo presidente favorecerá relações com Brasil e Sul Global

Lee Jae-myung foi eleito presidente da Coreia do Sul nesta semana, e embaixada destaca semelhança do novo mandatário com o presidente Lula

06/06/2025 02:00, atualizado 06/06/2025 09:43
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Chung Sung-Jun/Getty Images
O presidente eleito da Coreia do Sul, Lee Jae-myung

Após um período politicamente delicado nos últimos seis meses, a Coreia do Sul tem um novo presidente eleito. Considerado progressista, Lee Jae-myung foi o vencedor das eleições realizadas nesta terça-feira (2/6), e pode mudar a diplomacia do país asiático. Segundo a embaixada coreana no Brasil, o novo mandatário tem perfil parecido com o do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e deseja se aproximar do chamado Sul Global.

A ministra conselheira na embaixada da Coreia do Sul, So-Yeon Park, afirmou ao Metrópoles que os compromissos de campanha de Lee Jae-myung giram em torno da manutenção da aliança – inclusive militar – com os Estados Unidos, considerada crucial para os sul-coreanos. Mas que vão além do atual compromisso com o país norte-americano, no sentido de diversificar as relações diplomáticas.

“O grupo que trabalhou dentro da campanha do hoje presidente eleito falou muito sobre a relação dos países sul-sul. E considerando que o Brasil é um dos pilares dessa região, temos expectativa de fortalecimento da relação com a Coreia. Além disso, dentre os compromissos de campanha, há a proteção do meio ambiente e das mudanças climáticas”, afirmou a número 2 do corpo diplomático coreano em terras brasileiras.

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Pessoas aguardam em fila para votar na eleição presidencial em uma seção eleitoral em 3 de junho de 2025, em Seul, Coreia do Sul.
Um eleitor deposita seu voto na urna durante a eleição presidencial em uma seção eleitoral em 3 de junho de 2025, em Seul, Coreia do Sul.
Uma eleitora deposita seu voto na urna durante a eleição presidencial em uma seção eleitoral, em 3 de junho de 2025, em Seul, Coreia do Sul.
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Uma eleitora deposita seu voto na urna durante a eleição presidencial em uma seção eleitoral, em 3 de junho de 2025, em Seul, Coreia do Sul.

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Pessoas aguardam em fila para votar na eleição presidencial em uma seção eleitoral em 3 de junho de 2025, em Seul, Coreia do Sul.
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Pessoas aguardam em fila para votar na eleição presidencial em uma seção eleitoral em 3 de junho de 2025, em Seul, Coreia do Sul.

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Um eleitor deposita seu voto na urna durante a eleição presidencial em uma seção eleitoral em 3 de junho de 2025, em Seul, Coreia do Sul.
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Um eleitor deposita seu voto na urna durante a eleição presidencial em uma seção eleitoral em 3 de junho de 2025, em Seul, Coreia do Sul.

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Aproximação com o Brics

A conselheira Park descartou, no entanto, que esteja no horizonte da Coreia uma aproximação formal com o Brics, enquanto bloco. A ministra afirmou que a possibilidade aberta pela nova gestão deve ser de diálogo com países específicos desse grupo, sem especificar quais. Essa aliança econômica é formada pelo Brasil junto a nações como Rússia, Índia, China e África do Sul.

Jae-myung chegou ao poder na Coreia seis meses após o então presidente, Yoon Suk Yeol, ter decretado lei marcial para restringir direitos civis da população e também fechar o Poder Legislativo. O Congresso derrubou a medida, com pressão popular, e depois ocorreu o impeachment do então chefe do Executivo, e a Justiça deu prazo de 60 dias, em abril, para realização de novas eleições.

O presidente eleito tem origem humilde. Ele era trabalhador e não concluiu os estudos quando era jovem, tornando-se advogado após reconhecimento através de exames.

“Ele vem de uma família bastante pobre. Cursou o ensino fundamental, é um autodidata em vários assuntos. Depois conseguiu concluir os cursos e se formar como advogado. Ele tem uma história de vida muito parecida com o presidente Lula, e a gente acredita que, com tudo isso, talvez haja um fortalecimento maior do relacionamento. O presidente eleito, dos 12 aos 20 anos, não conseguiu estudar. Trabalhou, e depois conseguiu estudar”, concluiu a conselheira.