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Mundo

Coreia do Norte diz que decisão de Trump eleva risco na Coreia do Sul

Governo da Coreia do Norte afirmou que segurança da Coreia do Sul está ameaçada após Trump reduzir exercícios dos EUA com o país

20/08/2026 16:39
KCNA/Divulgação
Kim Jong-un dirige tanque e comanda exercícios militares na Coreia do Norte

Dias após Donald Trump ordenar a redução dos exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul, o governo da Coreia do Norte afirmou que a medida mostrou como a defesa dos sul-coreanos está nas “mãos de estrangeiros”, e afirmou que o país deve estar ciente do “destino inevitável do fantoche”.

A declaração foi divulgada pela irmã do líder norte-coreano e diretora do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, Kim Yo Jong.

Na visão de Kim Yo Jong, que ocupa o alto escalão do governo norte-coreano, a decisão do presidente dos EUA colocou a Coreia do Sul em uma “situação difícil”. Isso porque a segurança do país foi “colocada em risco devido à redução dos exercícios militares conjuntos e que se vangloria de sua ‘capacidade suficiente de autodefesa’, apesar de sua defesa e segurança estarem sob os cuidados estrangeiros”.

“Que tal considerarmos profundamente sua posição de completa subordinação e encontrarmos uma forma de existir nesta ocasião?”, ironizou a irmã de Kim Jong-un. “Seul deve estar ciente do destino inevitável do ‘fantoche'”.

No último domingo (16/8), Trump ordenou que o Pentágono reduzisse os exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul. Conhecido como Freedom Shield, a atividade militar aconteceu anualmente desde 2023, e é vista pelo governo da Coreia do Norte como um “ensaio” de uma possível invasão da Coreia do Sul ao território norte-coreano.

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Após a ordem, o exercício, que começou na segunda-feira (17/8), foi reduzido em 10 dias. A expectativa inicial era de que o treinamento durasse até o dia 27 deste mês, mas agora será encerrado em 21 de agosto.

De acordo com o presidente dos EUA, a decisão foi tomada após a Coreia do Sul se recusar a ajudar as forças norte-americanas na guerra contra o Irã. 

Ao mesmo tempo em que reduziu a parceira militar com Seul, Trump voltou a falar sobre Kim Jong-un. Segundo o presidente dos EUA, o líder da Coreia do Norte teria respondido a um pedido de contato, cujo objetivo seria discutir questões nucleares. Pyongyang nega a informação.