Às vésperas da Copa, campanha busca “maior reclamação” já feita à Fifa
Às vésperas da Copa, campanha acusa Gianni Infantino de violar regras de neutralidade política e cobra mudanças na governança da Fifa
atualizado
Compartilhar notícia

Às vésperas do início da Copa do Mundo de 2026, uma organização de direitos humanos lançou uma campanha internacional para pressionar a Federação Internacional de Futebol (Fifa) por mudanças em sua estrutura de governança e ampliar as cobranças contra o presidente da entidade, Gianni Infantino.
As reclamações têm relação com o que é indicado como falta de neutralidade política do presidente da Fifa, principalmente em relação a episódios recentes relacionados com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
A iniciativa, batizada de Reboot Fifa, foi lançada nesta quinta-feira (4/6) pela organização britânica FairSquare e tem como objetivo reunir assinaturas para uma denúncia ética contra Infantino.
Críticas a Infantino
- De acordo com a FairSquare, a denúncia atualiza uma representação apresentada em dezembro de 2025, na qual a organização acusou Infantino de violar o artigo 15 do Código de Ética da Fifa. O dispositivo determina que integrantes da entidade devem manter neutralidade política no exercício de suas funções.
- A reclamação está relacionada a manifestações públicas de apoio do dirigente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- Entre os episódios citados estão a participação de Infantino em uma Cúpula pela Paz organizada pela Casa Branca e a decisão da Fifa de conceder um prêmio da paz ao presidente norte-americano.
- Ao justificar a homenagem, Infantino afirmou que o mandatário norte-americano foi protagonista na “resolução de conflitos internacionais e no salvamento de vidas”.
- O presidente da Fifa também defendeu a proximidade com o governo norte-americano, argumentando que uma relação próxima com o chefe de Estado do país-sede é importante para o sucesso do torneio.
Os organizadores da campanha afirmam que a iniciativa também busca canalizar a insatisfação crescente de torcedores e entidades ligadas ao futebol em relação à condução da Fifa.
Entre as principais críticas estão os elevados preços dos ingressos para a considerada “Copa mais cara das Copas”, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
A entidade adotou nesta edição um modelo ampliado de preços dinâmicos, sistema que ajusta os valores conforme a demanda do mercado. Com isso, os ingressos passaram a variar de cerca de US$ 100 a US$ 6,3 mil nas categorias oficiais, enquanto pacotes premium para a final podem ultrapassar o equivalente a R$ 160 mil.
Propostas de reforma
Além da denúncia ética contra Infantino, a campanha prevê uma atuação de longo prazo voltada à reformulação da governança da Fifa.
Entre as mudanças defendidas pela FairSquare estão maior transparência na administração da entidade, auditorias independentes sobre os bilhões de dólares distribuídos às federações nacionais e a separação entre as atividades comerciais, regulatórias e administrativas da organização.





