Na contramão de Putin, Zelensky tenta retomar negociações sobre guerra
Volodymy Zelensky diz que equipe viajará aos EUA para reunião, enquanto Kremlin afirma que tratativas estão em “pausa situacional”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu nesta quinta-feira (19/3) a retomada das negociações para encerrar a guerra com a Rússia e afirmou que a equipe dele já está a caminho dos Estados Unidos para uma reunião prevista para sábado (21/3).
“Houve uma pausa nas conversas e é hora de retomá-las. Estamos fazendo todo o possível para garantir que as negociações sejam verdadeiramente substanciais”, declarou Zelensky durante pronunciamento.
Segundo o presidente, o objetivo da viagem é avançar em uma solução diplomática. “Nossa prioridade é fazer todo o possível para criar as condições para uma paz digna”, afirmou.
Kremlin em “pausa situacional”
A fala do ucraniano ocorre após o Kremlin reconhecer que as tratativas estão temporariamente interrompidas. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, classificou o momento como uma “pausa situacional” nas negociações envolvendo Moscou, Washington e Kiev.
“Assim que houver possibilidade e as agendas das três partes forem acordadas, esperamos retomar outra rodada de negociações”, disse.
Apesar da pausa, autoridades russas indicaram que conversas paralelas com os EUA sobre cooperação econômica continuam. O enviado especial de Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, segue à frente dessas tratativas, segundo o jornal Izvestia.
Conflito no Oriente Médio prejudica Zelensky
O mandatário ucraniano demonstrou preocupação com os efeitos indiretos da escalada de tensões no Oriente Médio sobre o conflito com a Rússia. Em entrevista recente, ele afirmou que uma guerra prolongada na região pode favorecer o presidente russo, Vladimir Putin.
Segundo Zelensky, o aumento dos conflitos envolvendo Irã, Israel e os EUA pode desviar recursos militares e reduzir o apoio internacional à Ucrânia, especialmente no fornecimento de sistemas de defesa aérea.
Zelensky também criticou a postura do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que o norte-americano busca atuar como mediador sem assumir posição clara no conflito.








