Conselho de Segurança da ONU se reúne para debater situação em Gaza

O assunto será discutido no Conselho de Segurança da ONU, que se reunirá de forma emergencial a partir das 14h (15h no horário de Brasília)

atualizado

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Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images
Imagem colorida de fome em Gaza
1 de 1 Imagem colorida de fome em Gaza - Foto: Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images

Uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas acontecerá neste sábado (9/8) em Nova York, nos Estados Unidos, a pedido de diversos países para discutir a situação na Faixa de Gaza.

Após o anúncio do plano do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de ocupar integralmente a Cidade de Gaza, surgiram várias críticas internacionais. Nessa sexta-feira (8/8), a França “condenou veementemente” o plano do governo israelense de preparar a ocupação completa da Faixa de Gaza, segundo afirmou o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot. Outros países haviam feito o mesmo mais cedo.

O assunto será discutido no Conselho de Segurança da ONU, que se reunirá de forma emergencial a partir das 14h (15h no horário de Brasília) deste sábado.

O gabinete de segurança israelense aprovou um plano para assumir o controle da Cidade de Gaza, depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou sua intenção de ocupar militarmente todo o enclave palestino.

“Tal operação agravaria uma situação já catastrófica, sem permitir a libertação dos reféns do Hamas, seu desarmamento e sua rendição”, acrescentou Jean-Noël Barrot em mensagem publicada na rede social X.

Mais cedo, países europeus, ONU e China demonstraram preocupação, enquanto o grupo palestino Hamas afirmou que a medida significa o “sacrifício” de reféns.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou Israel, por meio de um porta-voz, contra “uma escalada perigosa” que “corre o risco de agravar as consequências já catastróficas para milhões de palestinos”.

Berlim pressiona Israel

Berlim, por sua vez, iniciou uma grande mudança de rumo em relação a Israel, até então um de seus aliados mais fiéis, ao suspender, na sexta-feira, as exportações de armas que o país poderia usar em Gaza.

Esta primeira sanção do governo de Friedrich Merz contra Israel ocorre após Benjamin Netanyahu anunciar sua intenção de assumir o controle da Cidade de Gaza, devastada pela guerra e em meio a uma crise humanitária.

O primeiro-ministro israelense expressou “sua decepção” com as sanções. “Em vez de apoiar a guerra justa de Israel contra o Hamas, que realizou o ataque mais horrível contra o povo judeu desde o Holocausto, a Alemanha está recompensando o terrorismo do Hamas”, disse Benjamin Netanyahu em um comunicado.

Netanyahu disse ter explicado a Merz “que o objetivo de Israel não é tomar o controle de Gaza, mas libertar Gaza do Hamas e permitir o estabelecimento de um governo pacífico lá”.

Mas para o chanceler alemão, está se tornando “cada vez mais difícil entender” como o plano militar de Israel alcançaria seus objetivos no território palestino.

Desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas em outubro de 2023, até maio deste ano, Berlim autorizou a exportação de pelo menos € 485 milhões em armas para Israel. Essas entregas incluíram armas de fogo, munições, peças de armas, equipamentos especiais para o Exército e a Marinha, equipamentos eletrônicos e veículos blindados especiais.

Na declaração de sexta-feira, o Chanceler Merz enfatizou a “profunda preocupação” do governo alemão com “o sofrimento contínuo da população civil na Faixa de Gaza”. “Com a ofensiva planejada, o governo israelense tem uma responsabilidade ainda maior” de ajudar os civis palestinos, continuou ele, reiterando seu apelo por pleno acesso da ONU e das ONGs.

No entanto, ao contrário da França, do Reino Unido e do Canadá, Berlim não prometeu reconhecer um Estado palestino na ONU em setembro. Devido à sua responsabilidade histórica pelo extermínio de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, juntamente com os Estados Unidos, tem sido até agora um dos maiores apoiadores de Israel.

Berlim considera a segurança e a existência de Israel “uma razão de Estado para a Alemanha”, frase usada pela primeira vez pela ex-chanceler Angela Merkel em 2008. Porém, com o aumento do sofrimento dos palestinos em Gaza, onde uma avaliação apoiada pela ONU alertou para a possibilidade de fome, a pressão sobre o governo de Friedrich Merz aumentou na sociedade alemã.

De acordo com uma pesquisa publicada na quinta-feira (7) pela emissora pública ARD, 66% dos alemães esperam que seu governo exerça maior influência sobre Benjamin Netanyahu para mudar a política israelense em relação a Gaza

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