Comandante da Marinha será preso por indisciplina no Uruguai
O Ministério da Defesa uruguaio ordenou a prisão do chefe do Estado-Maior da Marinha local, o contra-almirante Gustavo Luciani Morlán
atualizado
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“Motivos disciplinares” ainda não detalhados vão levar para a cadeia por alguns dias o chefe do Estado-Maior da Marinha do Uruguai, contra-almirante Gustavo Luciani Morlán (imagem em destaque).
A decisão do ministro da Defesa do país vizinho, Javier García, foi noticiada nesta quinta-feira (15/7) pelo site uruguaio Subrayado e confirmada por outros veículos de imprensa da nação sul-americana.
De acordo com as informações divulgadas até agora, o militar será punido com base no Código da Disciplina Militar do Uruguai por “eventuais comentários que não são apropriados ao cargo”.
Histórico de punições
Estar no topo das Forças Armadas não garante aos militares uruguaios tratamento diferenciado em questões de segurança e o caso noticiado nesta quinta-feira tem um precedente em 2018.
Entre setembro e outubro daquele ano, ainda sob a presidência de Tabaré Vázquez, um político mais de esquerda, o comandante em chefe do Exército do país, Guido Manini Ríos, ficou preso por 30 dias por criticar um projeto de lei proposto pelo governo do país que tratava da pensão de militares.
“[O comandante] atua de boa fé e com a lealdade institucional que devem ter as Forças Armadas, mas se equivocou. Em função disso, sofreu sanções”, disse Vázquez na época.
Atualmente, o Uruguai tem como presidente Luis Alberto Lacalle Pou, que é de centro-direita.






