Com coquetéis molotov, manifestantes enfrentam polícia na Argentina

Protesto tem confronto entre sindicatos e forças argentinas nas mediações do Congresso. Senado debate reforma trabalhista proposta por Milei

atualizado

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Foto colorida de manifestação contra reforma trabalhista proposta pelo governo Milei na Argentina - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de manifestação contra reforma trabalhista proposta pelo governo Milei na Argentina - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Redes sociais

Milhares de manifestantes ocupam, nesta quarta-feira (11/2), a área próxima ao Congresso argentino, na capital Buenos Aires, em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei, em debate no Senado.

A mobilização foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e reúne centrais sindicais, organizações sociais, movimentos de esquerda e setores do peronismo.

Há relatos de confrontos entre manifestantes e forças de segurança nas imediações do Parlamento. Segundo o jornal La Nación, as forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água para dispersar manifestantes, enquanto parte dos participantes respondeu com arremesso de objetos e com o uso de coquetéis molotov.

A concentração começou por volta de meio-dia na Plaza de los Dos Congresos, localizada em frente ao prédio do Parlamento. Com o avanço das horas, a presença de manifestantes se intensificou e parte das vias próximas ficou obstruída por grupos que se somaram à mobilização.

Ao longo da tarde, a situação evoluiu para confrontos entre manifestantes e as forças de segurança argentinas. Por volta das 16h30, policiais avançaram pela Avenida Rivadavia para desobstruir trechos bloqueados. O La Nación relata que houve momentos em que grupos mais radicais chegaram a formar barricadas e a polícia respondeu para reocupar os espaços.

O Ministério da Segurança informou que ao menos dez pessoas foram identificadas e poderão ser judicializadas em razão dos incidentes. A ministra da pasta, Alejandra Monteoliva, prometeu que as “dezenas de membros de grupos de esquerda pagarão” pelo que classificou como ataques organizados e premeditados.

O Congresso permanece cercado por grades e por um forte esquema que reúne Polícia Federal, Gendarmaria Nacional, Prefeitura Naval e Polícia da Cidade. Ruas do entorno ficaram fechadas durante grande parte da tarde.

Reforma trabalhista de Milei

A sessão no Senado argentino começou pouco depois das 11h e deve se estender até a noite desta quarta. O governo Milei tenta aprovar a reforma trabalhista em votação geral e, em seguida, analisá-lo em 26 votações específicas, correspondentes aos diferentes títulos do projeto. A sessão é presidida pela vice-presidente Victoria Villarruel.

O partido governista La Libertad Avanza (LLA) conseguiu quórum com apoio do Pro, da UCR e de aliados provinciais, somando 38 senadores no início da sessão. A oposição peronista não participou da abertura dos trabalhos.

A proposta altera o cálculo das indenizações por demissão sem justa causa, excluindo 13º salário, férias e bônus da base de cálculo, o que pode reduzir os valores pagos ao trabalhador. Também cria o Fundo de Assistência Laboral (FAL), financiado por contribuições patronais, para custear indenizações. O governo afirma que a medida traz previsibilidade e reduz disputas judiciais, já críticos avaliam que o mecanismo pode facilitar demissões.

O texto ainda modifica regras sobre a vigência de acordos coletivos, redefine critérios para licenças médicas — prevendo pagamento de 50% do salário em determinadas situações — e revoga estatutos profissionais, inclusive dispositivos do estatuto do jornalista.

Se aprovada, a proposta seguirá para a Câmara dos Deputados.

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