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Brasil

Justiça do Rio revoga prisão de argentina acusada de injúria racial

Agostina Páez ficou presa por poucas horas. Ela foi filmada fazendo gestos considerados racistas contra funcionários de loja em Ipanema

06/02/2026 19:34, atualizado 06/02/2026 19:55
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Reprodução
Agostina Paez, turista argentina acusada de injúria racial contra gerente de bar em Ipanema RJ

A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta sexta-feira (6/2), a soltura da advogada e influencer argentina Agostina Páez, de 29 anos, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema. A informação foi confirmada pelo Metrópoles. Agostina havia sido presa horas antes, em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, após o cumprimento de mandado judicial.

A decisão partiu da 37ª Vara Criminal, a mesma que havia decretado a prisão preventiva da investigada nessa quinta-feira (5/2). A reportagem tenta localizar a defesa de Agostina Páez. O espaço segue aberto para manifestações.

Após a decretação da prisão preventiva, a argentina se pronunciou, dizendo que estava “morrendo de medo” e “desesperada”.

“Neste momento recebi uma notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da justiça desde o dia 1. Todos os meus direitos estão sendo violados. Estou desesperada, estou morrendo de medo e faço este vídeo para que a situação seja divulgada”, diz Agostina em vídeo publicado nas redes sociais.

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Injúria racial

Agostina Páez foi indiciada por injúria preconceituosa racial. Ela é acusada de fazer gestos racistas, imitando macacos, e de proferir xingamentos contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O caso ocorreu em 14 de janeiro, após uma discussão entre a turista e o gerente do estabelecimento. Segundo a PCERJ, o desentendimento teria começado por causa de um suposto erro no pagamento da conta.

 

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De acordo com o registro policial, o gerente foi verificar as imagens das câmeras de segurança e pediu que Agostina permanecesse no local até que a situação fosse esclarecida. Nesse momento, ainda segundo a polícia, a argentina passou a proferir ofensas de cunho discriminatório.

Em depoimento à polícia, Agostina Páez alegou que fazia apenas “uma brincadeira” com amigas e disse não saber que os gestos e as palavras utilizadas configuravam crime no Brasil. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a influenciadora fazendo os gestos enquanto é repreendida por pessoas que a acompanham.