Colômbia reforça segurança eleitoral com recompensa bilionária
Às vésperas das eleições, Colômbia mobiliza 228 mil agentes e promete até 1 bilhão de pesos por denúncias ligadas a crimes eleitorais
atualizado
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Às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia, marcado para ocorrer neste domingo (31/5), o governo colombiano anunciou uma ampla operação de segurança para tentar evitar ataques, fraudes e interferências durante o processo eleitoral.
Batizada de “Plano Democracia”, a estratégia foi apresentada nesta segunda-feira (25/5) pelo ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, ao lado da cúpula das Forças Armadas e da polícia do país.
Como parte da operação, o governo anunciou recompensas de até 50 milhões de pesos colombianos para quem fornecer informações sobre crimes eleitorais.
Além disso, autoridades oferecerão até 1 bilhão de pesos por denúncias que ajudem a prevenir ataques contra candidatos à Presidência.
“Estamos oferecendo até 1 bilhão de pesos por informações que nos permitam prevenir e capturar aqueles que tentam atacar nossos candidatos à presidência”, afirmou Sánchez.
O governo também informou que criará um fundo especial para reforçar a proteção dos presidenciáveis durante a reta final da campanha.
Risco de interferência eleitoral
Segundo o Ministério da Defesa, uma das principais preocupações das autoridades envolve formas menos visíveis de interferência eleitoral, como ocultação de informações, atuação de grupos organizados e campanhas de desinformação nas redes sociais.
“O risco mais prevalente e latente é a desinformação. Vimos como algumas pessoas manipularam as redes sociais e as mensagens”, declarou o ministro.
Violência política na Colômbia.
- Nas últimas semanas, candidatos reduziram atos de campanha após uma série de ataques, incluindo o sequestro de um senador e o assassinato de Miguel Uribe Turbay, primeiro homicídio de um candidato presidencial no país em mais de três décadas.
- As eleições presidenciais colombianas acontecem em um cenário marcado pelo avanço de grupos armados, crescimento do narcotráfico e aumento das preocupações da população com segurança pública e corrupção.
- A disputa deste ano reúne 14 chapas registradas e é liderada, segundo pesquisas recentes, pelo governista de esquerda Iván Cepeda, herdeiro político do presidente Gustavo Petro.
- Também aparecem entre os principais nomes a candidata de centro-direita Paloma Valencia e o independente de extrema-direita Abelardo de la Espriella.
Para garantir a segurança da votação, o país mobilizará 228.902 integrantes das Forças Armadas, da Marinha e da Força Aérea.
Desse total, cerca de 128 mil agentes serão responsáveis pela proteção de 5.720 seções eleitorais espalhadas pelo território colombiano.
Ao todo, 35 postos de comando unificados serão instalados no país para coordenar respostas em tempo real entre diferentes órgãos do governo.





