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Mundo

Colômbia reforça segurança eleitoral com recompensa bilionária

Às vésperas das eleições, Colômbia mobiliza 228 mil agentes e promete até 1 bilhão de pesos por denúncias ligadas a crimes eleitorais

25/05/2026 17:47
Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images
Imagem colorida de Gustavo Petro - Metrópoles

Às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia, marcado para ocorrer neste domingo (31/5), o governo colombiano anunciou uma ampla operação de segurança para tentar evitar ataques, fraudes e interferências durante o processo eleitoral.

Batizada de “Plano Democracia”, a estratégia foi apresentada nesta segunda-feira (25/5) pelo ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, ao lado da cúpula das Forças Armadas e da polícia do país.

O plano prevê ações de proteção aos candidatos, reforço da segurança nos locais de votação, monitoramento cibernético e combate à desinformação.

Como parte da operação, o governo anunciou recompensas de até 50 milhões de pesos colombianos para quem fornecer informações sobre crimes eleitorais.

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Além disso, autoridades oferecerão até 1 bilhão de pesos por denúncias que ajudem a prevenir ataques contra candidatos à Presidência.

“Estamos oferecendo até 1 bilhão de pesos por informações que nos permitam prevenir e capturar aqueles que tentam atacar nossos candidatos à presidência”, afirmou Sánchez.

O governo também informou que criará um fundo especial para reforçar a proteção dos presidenciáveis durante a reta final da campanha.

Risco de interferência eleitoral

Segundo o Ministério da Defesa, uma das principais preocupações das autoridades envolve formas menos visíveis de interferência eleitoral, como ocultação de informações, atuação de grupos organizados e campanhas de desinformação nas redes sociais.

“O risco mais prevalente e latente é a desinformação. Vimos como algumas pessoas manipularam as redes sociais e as mensagens”, declarou o ministro.

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Violência política na Colômbia.

  • Nas últimas semanas, candidatos reduziram atos de campanha após uma série de ataques, incluindo o sequestro de um senador e o assassinato de Miguel Uribe Turbay, primeiro homicídio de um candidato presidencial no país em mais de três décadas.
  • As eleições presidenciais colombianas acontecem em um cenário marcado pelo avanço de grupos armados, crescimento do narcotráfico e aumento das preocupações da população com segurança pública e corrupção.
  • A disputa deste ano reúne 14 chapas registradas e é liderada, segundo pesquisas recentes, pelo governista de esquerda Iván Cepeda, herdeiro político do presidente Gustavo Petro.
  • Também aparecem entre os principais nomes a candidata de centro-direita Paloma Valencia e o independente de extrema-direita Abelardo de la Espriella.

Para garantir a segurança da votação, o país mobilizará 228.902 integrantes das Forças Armadas, da Marinha e da Força Aérea.

Desse total, cerca de 128 mil agentes serão responsáveis pela proteção de 5.720 seções eleitorais espalhadas pelo território colombiano.

O Exército atuará diretamente em mais de 5 mil locais de votação, enquanto a Marinha e a Força Aeroespacial reforçarão a cobertura de áreas consideradas estratégicas.

Ao todo, 35 postos de comando unificados serão instalados no país para coordenar respostas em tempo real entre diferentes órgãos do governo.