Colômbia: Caicedo abandona candidatura e apoia aliado de Petro
Às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia, Carlos Caicedo renuncia e declara apoio a Iván Cepeda
atualizado
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Às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia, o ex-governador de Magdalena Carlos Caicedo, anunciou nesta segunda-feira (25/5) apoio ao candidato governista Iván Cepeda e retirou sua candidatura do processo eleitoral.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa da campanha do Pacto Histórico, coalizão ligada ao presidente Gustavo Petro. O movimento amplia a frente de apoio de Cepeda poucos dias antes da votação marcada para domingo (31/5).
“A partir deste momento, Carlos Caicedo junta-se ao nosso processo político, ao nosso trabalho para alcançar a vitória no primeiro turno”, afirmou Cepeda.
Durante o evento, o candidato destacou a influência política de Caicedo na região do Caribe colombiano e no departamento de Magdalena. Segundo Cepeda, a aliança foi construída em torno de propostas ligadas à redução da pobreza e ampliação da equidade social.
“Estamos unidos por um propósito essencial: um programa de equidade e a luta contra a pobreza”, declarou.
Caicedo afirmou que a Colômbia precisa de um novo modelo econômico focado na geração de empregos e na distribuição de renda. O ex-governador também defendeu uma reforma agrária ampla e políticas de apoio aos trabalhadores informais.
Algumas rusgas com Petro
Apesar de integrar o campo político da esquerda, Caicedo vinha acumulando divergências com o governo Petro nos últimos meses, especialmente após disputas políticas no departamento de Magdalena. Ainda assim, decidiu aderir à candidatura de Cepeda diante da reta final da campanha presidencial.
O candidato do Pacto Histórico lidera as pesquisas de intenção de voto e vem consolidando apoios de nomes da centro-esquerda e da esquerda colombiana. Nos últimos meses, outras lideranças retiraram suas candidaturas para fortalecer a campanha governista.
Entre os nomes que declararam apoio a Cepeda estão o ex-ministro Luis Gilberto Murillo, a senadora Clara López e o ex-ministro do Interior Juan Fernando Cristo.
A movimentação ocorre em meio ao aumento da tensão política e das preocupações com a segurança eleitoral no país.
O governo colombiano lançou nos últimos dias o “Plano Democracia”, operação que mobiliza mais de 228 mil agentes para proteger candidatos, locais de votação e sistemas digitais durante o processo eleitoral.





